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O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem decretou recentemente que o crucifixo “ofende a liberdade religiosa dos alunos” e o “direito dos pais a educar os filhos segundo as suas convicções”.
Não sei se o mesmo Tribunal já considerou que o uso da burka também ofende a liberdade religiosa dos povos europeus não muçulmanos que ainda vivem na Europa. Mas adiante.
Numa declaração porventura provocatória, mas nem por isso menos certeira ou oportuna, um membro do Governo italiano, Roberto Castelli, veio agora sugerir a inclusão de uma imagem do crucifixo na bandeira nacional italiana, por tal defender a identidade europeia, como de resto o crescente também está presente em inúmeras bandeiras de Estados muçulmanos e não parece que alguém o conteste.
Fica-se agora à espera que o Tribunal acima referido, tão sentencioso quando se trata de expulsar O crucificado das salas de aula, proíba também os italianos de escolher livremente a simbologia da sua bandeira nacional…
Aliás, o ridículo destas posições que consubstanciam verdadeiramente um novo totalitarismo do vazio, podia também ser aproveitado pelos puritanos ateístas cá do burgo para defenderem a imediata alteração da nossa bandeira nacional, a bandeira das Quinas, que está pejada de simbologia cristã e imperialista.
i) As cinco quinas representam os cinco reis mouros que D. Afonso Henriques venceu. Anti-muçulmanismo.
ii) Os pontos brancos das Quinas representam as chagas de Cristo. Proselitismo cristão.
iii) Contando as referidas chagas e multiplicando as da Quina do meio por dois, obtemos 30 pontos, que representam as 30 moedas de prata que Judas Iscariotes recebeu por traír Jesus, entregando-O aos sacerdotes judeus. Anti-semitismo.
iv) Os sete castelos representam as cidades fortificadas que o nosso primeiro Rei conquistou uma vez mais aos mouros. Anti-muçulmanismo outra vez.
v) A esfera armilar simboliza o Mundo que os Portugueses descobriram e conquistaram. Colonialismo.
vi) O vermelho da bandeira “é a cor combativa, quente, viril, por excelência”. Intolerância.
Quer dizer: a nossa bandeira está carregada de simbologia cristã, é anti-muçulmana, anti-semita e, como se não bastasse, é também colonialista e intolerante!
Vá, zelotas ateus, rasguem as vestes e mexam-se. Há que expulsar Cristo da bandeira de Portugal!