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Antípodas

por Rui Crull Tabosa, em 20.12.09

Acertou, Paulo Pinto.

Mas, começando pelo fim, numa coisa concordamos: eu vejo a História pelo prisma de Portugal e o Paulo vê Portugal pelo prisma da História.
E essa diferença, aliás bem apanhada, diz tudo.
Eu não sou neutro, não pertenço à arbitragem e nunca olharia para a minha Pátria com um olhar distante ou sem um sentimento de pertença.
 
No seu primeiro post refere que fui ao armário buscar “velharias”, que não reflecti sobre “o personagem” Afonso de Albuquerque, dei-lhe polimento, cantei o hino, etc. Argumentos? Não, meros preconceitos seus. Aprenda que pode haver Portugueses que nutrem admiração por outros Portugueses, como foi o caso de Albuquerque.
Depois, do alto da sua grandeza, ironiza escrevendo “que Portugal foi grande, oh tão grande, e depois desinchou, mirrou e murchou até chegarmos à apagada e vil tristeza, sigh! dos nossos dias.” Voltamos ao mesmo. O Paulo goza com Portugal e com a sua História. Como considerar de outro modo esta frase que evidencia tanta vergonha e desprezo pelo nosso passado colectivo, numa frase digna dos Monty Pyton…
Depois critica Camões “a forma como Camões definiu Albuquerque”. Ok. Argumento bestial, de que um e outro devem estar a dar voltas no túmulo. Desculpe lá, ó Paulo, mas enxergue-se antes de criticar o génio literário de Camões.
Põe em causa que eu tenha considerado Albuquerque um "integracionista convicto e precursor de um multiculturalismo sem complexos". Que foi outra coisa senão os casamentos mistos que Albuquerque tanto promoveu? Não conhece as inúmeras medidas de protecção que este dedicou a naturais de Goa contra os poderosos, fossem estes Portugueses ou orientais? Não sei, mas o que parece é que para si o multiculturalismo é os ocidentais permitirem tudo aos outros povos, pedirem desculpa a todo o momento, atitude que acaba sempre no desprezo com que os outros olham para nós (veja o caso dos muçulmanos, com os seus minaretes e burkas, e pergunte quantas igrejas se podem construir lá nos emiratos ou na Arábia…
Comparar Albuquerque a Gandhi é verdadeiramente o cúmulo do ridículo: outros tempos, outros costumes, outras políticas. Não percebe que não podemos olhar o passado com os olhos do presente? Então não percebe História, ao contrário do que garante. Depois, o Paulo não percebe nada do que escrevi: a ideia de Meca não era de saquear a cidade, mas de raptar o corpo de Maomé. Chantagear o sultão do Cairo? Que ideia? O projecto era o de desviar o curso do Nilo do Mediterrâneo para o Mar Vermelho e secar o Egipto. Coisa bem diferentes do que me atribuiu, mas que é natural que não atinja ou alcance. Para si, a referência que fiz a esses projectos foi uma ”enumeração parola”. É tão triste ser tão pequeno e gostar tanto de achincalhar aqueles que fizeram a História.
Aliás, se Albuquerque não morresse poucos anos depois, pode estar certo que as referidas operações teriam o mais largo alcance geopolítico. Mas, é verdade, isso não lhe interessa.
Quanto a Albuquerque ter acabado com o "abominável costume hindu" do sati, o Paulo apenas diz que “o hinduísmo estava evidentemente cheio de coisas "abomináveis" (a Europa cristã é que estava, nessa altura, cheia de coisas, talvez, "adoráveis", não?); valeu-lhes o bom Albuquerque, certamente por convicção feminista.” Portanto, goza o facto de uma mulher ser queimada viva na Pira funerária do marido. Sem comentários para esse seu politicamente correcto parágrafo de sarjeta.
Quanto à pirataria, não vale a pena. Para mim, piratas eram muçulmanos e outros bandos que infestavam o Índico (recordo-lhe que Macau passou à soberania portuguesa precisamente como prémio de termos acabado com a pirataria no Mar da China). Para si, não havia lá piratas. Eram “rivais” e “adversários”. “era gente que há séculos ali vivia. Eram piratas. Porquê? Porque eram inimigos do Terríbil.” Para si, os Portugueses é que foram invadir aqueles espaços, presumo que ilegitimamente. Não sei mesmo se, para si, Albuquerque não setia um pirata. Tanto pior para si. Mas adiante.
Depois verbera a colonização portuguesa. Como se não houvesse antropofagia na América do Sul, escravatura em África, exploração violenta de povos da Ásia por parte dos mercadores árabes, etc. Continue a rebaixar os portugueses e a História dos descobrimentos, que essa é uma pecha nacional, de que o Paulo é um bom exemplo.
Depois tem um momento de lucidez com a seguinte frase: “ Mas lá no fundo, no fundo, continuamos a roer-nos de invejazinha, não continuamos?” Pois é. A inveja de se não perceber e menos ter a coragem daqueles navegadores e conquistadores dos secs. XV e XVI, dá nisso: essa invejazinha pequenina de gostar de dizer mal de quem fez a História do nosso País.
Quanto às portas do Índico: O centro era Goa, Ormuz a principal entrada e saída de especiarias do Índico para as rotas da Arábia que as trariam para a Europa, e Malaca era um dos principais entrepostos orientais dessas mesmas especiarias. Não percebe que controlando esses pontos (com Áden) toda a navegação do Índico passava a depender dos Portugueses? Paciência. Olhe para o mapa.
Refere-se a Albuquerque como “um homem odiado por soldados, marinheiros, fidalgos, mercadores, exceptuando uma meia-dúzia de fiéis, era "um líder nato".” Santa paciência. Leia qualquer biografia de Albuquerque para conhecer as intrigas na Corte portuguesa, as cartas envenenadas que capitães despeitados escreviam a D. Manuel ou, até, a própria carta de D. Manuel em que este se mostra, embora já tardiamente, arrependido de ter substituído Albuquerque por Lopo Soares de Albergaria.
Enfim, no meio de tanto disparate anti-português lá reconhece que Albuquerque foi um génio.
Depois fala de ele ter uma “visão de conjunto do Índico, de que tudo aquilo era uma enorme placa giratória interdependente, e que Portugal, com poucos recursos humanos e materiais, necessitava de um plano estratégico global e integrado, que ultrapassasse a mera perspectiva local ou regional, para conseguir sucesso duradoiro.” Pois, isso tinha a ver com as tais “cabeças da Índia”, mas o meu amigo, uma vez mais, não percebeu.
No seu segundo Post, começa por escrever que eu “rosno”, etc. Não irei por aí. Posso discordar de si, mas não creio que deva dizer que o Paulo rosna, ladra ou emite outros barulhos impróprios do ser humano.
Faz depois considerações sobre as suas perspectivas da História ou sobre o papel de Portugal no Mundo. Que, como já disse, não são as minhas. Não vale a pena insistir, porque temos padrões e valores diferentes. Estruturalmente diferentes.
Quanto a outras considerações que fez, elas são de tão baixo nível que não merecem qualquer resposta. Mas resolva lá os seus problemas, partilhe-os com o psiquiatra e não com quem nada tem a ver com eles.
Quanto ao final, as “Coisas mais terra-a-terra:”
A famosa frase do "mal com os homens por amor del Rey", tem razão, não consta de carta mas da seguinte passagem da pág. 229, parte IV dos Commentários de Afonso Dalboquerque, ed. da INCM: “Afonso Dalboquerque como soube, que era chegado outro Governador, e seus imigos muito favorecidos delRey, alenantou as mãos, e deo a nosso Senhor, e disse:…
Depois, o Paulo diz que “Há-de o fervoroso blogger dizer-me exactamente onde está publicado o excerto da "carta" ("as cousas da Índia...") que menciona no seu primeiro post.” Cito uma vez mais os commentários, pág. 230 “E quanto às cousas da Índia não digo nada, porque ela fallará por si e por mim”. Satisfeito?
Continua o Paulo: “Gostava de saber onde se apoia para dizer que, até à viagem de Gil Eanes, se "dizia" que para lá do Bojador "só havia fogo e monstros marinhos": meu caro, basta ler alguns textos sobre o Infante D. Henrique (outro imperialista…) para descobrir que a crença popular via o Mar Tenebroso, que se encontrava além do Bojador, como “povoado de espectros, de fantasmas, de monstros horrendos e malfazejos” (Infante D. Henrique, de Mário Viana, 1937)
 E o Paulo prossegue: “Alguém me esclareça como é que, dobrando "as Tormentas", se descobre o Atlântico;” Não percebeu, lamento. Foi dobrando o Cabo da Boa Esperança que finalmente a costa Atlântica de África foi totalmente descoberta. Daí, pelos vistos, ser útil o mapa que céu juntei no outro Post.
Por fim, o Paulo desafia: “Que prove e que me convença de que o povo português "dominou durante décadas o Índico".” Eu sei que lhe deve custar, mas basta ler qualquer livro de História para saber que entre a primeira década de Quinhentos (Francisco de Almeida a Albuquerque) até meados desse século, efectivamente, os Portugueses dominaram as rotas do Índico (veja D. João de Castro, etc.)
Concluindo, não vale, de facto, a pena. As insinuações maldosas, pequenas, que teimam em denegrir Heróis nacionais, sempre existiram e sempre existirão.
Não é por acaso que a última palavra dos Lusíadas é a “inveja” E essa doença sempre existirá enquanto houver homens pequenos apostados em vilipendiar Homens grandes.
Assunto encerrado.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Moluco a 20.12.2009 às 20:17

Dá-lhe Rui...


É claro!
A História tem teses, não tem verdades.
O problema é que há quem coma a papinha toda, já bem triturada para esconder os ossos, para receber no fim o doce do politicamente correcto, que convém aos papás!
Até que haverá o dia em que percebem que foram adoptados... e não continuo senão isto dava um filme de terror, classe B.


É claro que a versão da estória que por aqui anda - por estas bandas - também tem muito que se lhe diga, mas pelo menos fala pela diferença, e não pela indiferença!


Bem haja!
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De Maria da Fonte a 20.12.2009 às 23:36

Caro Moluco

Como só cheguei agora, vou começar pelo mais simples.

Apenas um esclarecimento para tranquilizar as Hostes.
A versão da história que por aqui anda, tem realmente muito que se lhe diga, mas asseguro-lhe que é suportada por Documentação Científica.
Quanto à referência à adopção de muitos, digo-lhe que adorei.
No Alvo!

Maria da Fonte

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De Réspublica a 20.12.2009 às 21:58

Caro Senhor Tabrosa , deixe lá, pelo que se vê a o sr . pinto ter orgulho de ser português é claramente andar na Mocidade Portuguesa ou cantar alegre e rindo, é a velha verborreia esquerdista, até temo de pensar o que ele diria do meu quase-conterrâneo Fernão Mendes Pinto, esse até teve o azar de ser jesuíta durante algum tempo...
Eles têm é inveja do dito eng . Pinto de Sousa não conseguir, sequer, aproximar-se das solas dos sapatos dos grandes portugueses de antigamente.
Para gente desta a descolonização foi exemplar, os militares que lutaram no ultramar são criminosos, Portugal deve ter vergonha da sua história, etc...
Como se dizia no Casablanca:
You must remember this a socialist, is hallways a socialist, a donkey is just a donkey...
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De Lusitânea a 20.12.2009 às 23:36

Boa malha no internacionalismo traidor. Os pretendentes a eunucos de sobas não falam pelos verdadeiros Portugueses.
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De Ega a 21.12.2009 às 00:32

Caro Rui Crull:

Por acaso, acompanhei esta polémica e acabei por deixar 2 comentários - aliás publicitados tardiamente no JUGULAR. Aprendi algo, entretanto.

Aprendi, desde logo que sua mais certa afirmação é a de que «não vale a pena ». Não vale mesmo.

A nossa História pode ser lida de duas maneiras: na psosição certa (de pé, joelhos ou sentado) ou a faze r o pino.

Alguns anos de advocacia ensinaram-me que o exercício do contraditório é, comunmente, inútil).

Discutir se pirateamos o Indico, com já comentei no seu anterior post, é o mesmo que discutir se nós próprios (mescla de iberos, celtas, romanos, germânicos, árabes, e o que mais for) nos pirateamos a nós próprios.
Se calhar é por isso que tantos, mais inábeis, gostam menos de si próprios.

Não vale a pena. Aos argumentos alicerçados em factos históricos, respondem-lhe com o jargão da Esquerda iluminada. Só para prolongar a discussão e conquistar - piratear - os espíritos menos esclarecidos.

Nem vou argumentar mais. Recomendo este argumento: ainda agora em Goa, se mantem no Palácio (então) governamental os quadros dos vice-reis e governadores portugueses. Os comerciamtes goeses sobreviventes à invasão abraçam os portugueses, ainda sobreviventes que voltaram a Goa.

É muito fácil minimizar, degrada o nosso papel histórico. No Índico ou em terras de Vera Cruz, ou onde quer que tenhamos passado. Para quê?

Essa é a grande pergunta.

Talvez porque alguns pensem ainda que o tempo do marxismo-leninismo não acaboi ainda.
Ou seja: a História ainda se discute na dialectica imperialismo/colonialismo v. oprimidos/reprimidos.

Daí as versões da História abundando em eufemismos (para «dar» nos imperialistas. E a política virada para os casamentos e as adopções gays, os toiros de morte, os transgénicos e outras manifestas demonstrações de opressão.

Politicamente, nem tanto; mas, culturalmete, a Esquerda ainda vai mandando. Alô, Saramago...
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De Moluco a 21.12.2009 às 04:25


Tem razão, no delay propositado! 
Mas eu acho que é porque às vezes os papagaios menores perguntam aos maiores e nem esses sabem... assim a coisa vai subindo uns degraus pela pirâmide, e demora mais tempo a voltar cá baixo.
O que eu não sei é se ainda há quem ensine os papagaios, ou se aquilo já é só cântico de repetição. A certa altura falta-lhes mesmo o vocabulário! Também confirmo isso...
Está para lá um "postezito" inocente, em que apanhava um diabretezito - aprendiz do "Belzebu dos Detalhes", e ao outro lá tive que lhe explicar que a relação entre as calças e o dito é que serviriam para tapar o mesmo dito de onde saía tanta dita junta... e parece que aquela dita custa a sair mesmo, deve ser prisão de ventre! E, note-se bem, que deixei dito o dito, e nunca chamei o dito ou a dita pelo nome... 
Aquilo é bicharada de capoeira, há certamente papagalos maiorzitos, ou nem por isso?
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De Anónimo a 21.12.2009 às 19:06

Queira explicar por favor...o exercício do contraditório é comumente inútil? isso quer dizer que V. Exª. perdeu as causas todas? Comeu e calou e não bufou?

Educadinha
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De Ega a 21.12.2009 às 19:18

Ex.ma Sra:
Tem V. Ex.cia toda a razão. Ou melhor, e encurtando razões: tenho o maior gosto em me apresentar perante V. Ex.cia como o mais falhado dos advogados.
Sem mais cotraditório, se possivel.
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De Anónimo a 21.12.2009 às 22:50

Por quem é Ilustre Advogado,

Que as palavras são com o vento e depois de proferidas não voltam atrás...

E aqui entre nós que ninguém nos ouve...as melhores alegações são as que ficam por dizer....

Educadinha
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De Ega a 22.12.2009 às 00:06

Se lhe vale o conselho, quando alegar de viva voz, tenha sempre um olho no(s) magistrado(s).
Se o(s) vir coçar a orelha, acabe logo. Se não tinha já perdido a acção, está ultimando perdê-la.
(Fatal acrescento de quem prescindira já do contraditório...)
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De Anónimo a 23.12.2009 às 22:44


Ilustre,

Qual quê? Prescindir do contraditório? Se essa é a única oportunidade que V. Exª. tem de mandar o tipo da beca à merda?

Educadinha
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De Anónimo a 21.12.2009 às 04:25

Já que não se cansa de encher a boca com o patriotismo, use o poeta que diz "A minha pátria é a língua portuguesa" e aprenda a decifrá-la, a ler. Quando tal acontecer poderá, finalmente, comentar os textos que lê. Porque de todo este chorrilho o que fica claro é que não percebeu patavina do que o PP escreveu. Mete dó.
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De Moluco a 21.12.2009 às 04:30

Lá está... mais um papagaiozito a repetir-se!
Esse "poste do 2º degrau" não tinha aparecido já da outra vez?
Olhe... é assim - é mesmo possível pensar um dia pela sua cabeça! Não é preciso subir degraus, basta sair deles, está a ver? É mesmo simples!
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De Rui Crull Tabosa a 21.12.2009 às 10:09

Agradeço o seu comentário, tem medo de dizer quem é.
A sua posição contrária ao 'patriotismo' é esclarecedora da sua visão de Portugal.
E pode ir dar conselhos para outra banda, que eu não respeito quem os dá mas não se identifica. Finalmente, guarde o seu 'dó' e faça com ele o que melhor lhe aprouver...
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De Anónimo a 21.12.2009 às 22:57

Ehehehehe

façam-me rir, façam-me rir ... que sempre que me lembro do governo que me impuseram...só me lembro do tipo que foi ao focinho do Berlusconi...

Educadinha
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De Maria da Fonte a 21.12.2009 às 05:50

Caro Crull

Eu sei que é uma perda de tempo, mas explique lá ao poder reinante, que os montros marinhos aparecem nos Mapas medievais, porque se tratam de cópias, de cópias de fontes extintas.

Na época das fontes, a fauna e a flora eram muito diferentes das medievais.

E é por isso, que em vários Mapas Antigos, incluindo o de Piri "Reis", a Antártida está cartografada, como existia há milhares de anos, antes de ser coberta por uma imensa camada de Neve e de Gelo.

E explique lá ao poder reinante, que a Faraó Hatchepsut, possuia uma frota de barcos que viajavam regularmente para a América, de onde importavam o Milho.

E já agora, diga-lhes que os tais Mapas Antigos que depois foram copiados, eram nossos.
Dos Lusitanos.
Não eram dos adoptados, que para cá vieram!!!

Maria da Fonte 
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De Maria da Fonte a 21.12.2009 às 05:53

Deve lêr-se: ....monstros marinhos...


Maria da Fonte
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De Mindelo a 21.12.2009 às 07:22

Carissima Maria Fonte da Confusão,


a Sra. apenas lança a confusão com as suas teorias tântricas aqui para o meio... qual é o seu objectivo? 


Tem existência para além do olho oriental? 
É mesmo daqueles papagaios que fala, mas fala sempre das mesmas coisas incredíveis. 


Serve para adicionar ruído e impedir que outras coisas credíveis passem?


Diria que isso já seria uma bicharoca maior, que dá bicadas de maior alcance.
Mas também pode ser só uma inocente tântrica... mas também não faz diferença, o efeito é o mesmo!
E sim, a sua existência enquanto monstro está bem documentada na História.


Take care!
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De Anacleto a 21.12.2009 às 09:07

E você? preocupa-se em dizer alguma coisa de jeito?
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De Ega a 21.12.2009 às 09:43

A Maria é uma Fonte de convicções. fé e ideal.
Certamente difícil de perceber, o seu discurso é um pouco «o mistério da Religião».

Mas não está no mundo para o subverter. O seu sentido de vida não aponta para a total falta de sentido da realidade.

Por isso, é bem vinda e alguém com quem se pode contar.

Decifrá-la: cada um que o faça como souber. Com melhor ou pior proveito.
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De Mindelo a 21.12.2009 às 16:02

Pois, pois...
So que quem se mete nestas coisas arrisca-se a apanhar com bicharocos que se escondem tambem com seres bem documentados na Historia da Religoes:
- Demonio do Detalhe (dispersar o discurso porque uma coisa esta mal escrita, ou foi mal referida)
- Demonio da Confusao (dispersar o discurso juntando coisas relacionadas mas que vao levar a conversa para outro lado)
- Demonio do Saber (usar uma posicao de maior autoridade ou citar fontes que o outro tem medo de combater)
- etc...


Os nossos politicos nao sabem Historia de Religoes mas usam bem a retorica nestes vicios - o que vai dar ao mesmo.
Talvez esteja enganado, mas a Fonte parece comungar destes vicios todos ao mesmo tempo...
Acha que o Rui nao iria ser gozado desnecessariamente se fosse agora comecar a falar de monstros marinhos?
Ela ate' pode acreditar nisso... mas e dai'?
Se ela tem tanto conhecimento, que se concentre nos assuntos e na epoca em causa - senao so' beneficiara' a confusao... o que favorece quem nao quer que o assunto seja abordado - foi isso que eu quis dizer!
Ok?
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De Ega a 21.12.2009 às 19:21

Inteiramente como queira. Defendo apenas um personagem «virtual» com quem simpatizo. Talvez sobretudo pela sua bizarria ou pela sua originalidade.

E sempre na certeza de que é uma inconformada com o status quo. Logo, merecedora do meu respeito.
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De Maria da Fonte a 22.12.2009 às 00:02

Mindelo

Qual é o seu problema?
Incomoda-o que eu defenda um ponto de vista, que não é o seu?
Ou é o meu ponto de vista que o incomoda?
Se é assim, porque não defende as suas Teorias, e já agora, as justifica com a respectiva Bibliografia?

Só não venha contar o que está nos Manuais do Regime, servindo-se dos Manuais do Regime como Fonte.
Porque o que eu tenho escrito aqui, está Documentado.
E são Documentos originais, não são do estilo "segundo diz o autor X".

Maria da Fonte

Maria da Fonte
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De Mindelo a 22.12.2009 às 00:18

Maria de Fonte
Sabe bem que qualquer um pode escrever o que quiser com o mesmo ou outro nome, certo? Da mesma forma, qualquer um pode ter as intenções legitimas ou nao, pouco importa, o que importa e' o resultado final... o que esta', e nao o que quisemos que fosse.
Logo dai', confundir assuntos nao me parece ser um bom servico, e os anos que levo, levam-me a suspeitar da bicharada. Se nao e' o caso, pois peco, e assim estou de acordo com o Ega... os seus comentarios emprestam uma cor muito viva 'a monotonia de caracteres que por ai' se ve. 
Caldos de galinha nunca fizeram mal, nao e' o que dizem?
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De Maria da Fonte a 22.12.2009 às 00:58

Exmº Mindelo

Faça então o Sr, o favor de desconfundir os assuntos, que me acusa de baralhar.

Maria da Fonte
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De Maria da Fonte a 22.12.2009 às 00:48

Caro Ega

Agradeço-lhe sinceramente as suas palavras.

Eu fui escrevendo por aqui uma ou outro comentário, um pouco ao estilo de apoio, porque considero que o Hastear da Bandeira da Monarquia na Câmara de Lisboa, foi uma pedrada neste pretencioso, chove no molhado republicano.

E as críticas a muito do que se passa actualmente em Portugal ,têm sido inevitáveis, dado o elevado grau da asneira reinante.

Nunca escondi que acredito firmemente que nada acontece por acaso, e por isso procuro sempre explicações para todos os factos.

Por vezes encontro-as, por vezes as dúvidas persistem.

E por isso continuo à procura.

Não é o caso do Mindelo!
Que não tem dúvidas, nem se engana.

Por isso, aguardo com imenso interesse a versão do Mindelo, que seguramente irá esclarecer definivamente a História da Humanidade.

Os Meus Cumprimentos

Maria da Fonte
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De Ega a 22.12.2009 às 01:09

Cara Maria da Fonte:
Ande para a frente.
Tudo acaba por fazer sentido.
Quanto mais não seja, sabermo-nos diferentes de uns tantos iluminados de lâmpada fundida.
Se calhar continua aqui pela mesma razão porque cá cheguei: a verdadeira bandeira portuguesa.
Cumprimentos.
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De Velho da floresta a 21.12.2009 às 10:20

Apenas um breve comentário e somente sobre as formas de ver a história. Tive uma professora de português no ano lectivo correspondente ao verão quente, que quando chegou à parte da matéria respeitante a Camões, nos informou que não iria leccionar sobre o autor pois a sua obra era (sic) imperialista.
A má fé quanto aos nossos maiores e o erro propositado na interpretação da nossa História não são de hoje, fazem parte de uma linha de orientação antiga que pretende reinventar a nossa História.
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De Mindelo a 21.12.2009 às 16:04

Pois... e' isso mesmo. Nem sequer uma pessoa poderia ler aquilo de forma diferente, senao cometia crime - e' tipo Biblia... 
Claro que isto so' convem a quem quer esconder a Historia, e parece que sao muitos...
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De pink a 22.12.2009 às 23:50

Como é que se quer alguma credibilidade, quando se critica o (dis)funcional governo do sócrates que temos, ou isto ou aquilo, bla, bla, bla... o que quer que seja (e isto, usando do mediatismo de 1 blogue) quando 1 post e consequentes comentários chegam a 1 nível tão ....? (acho que dizer baixo é estar a ofender individuos com menos de 1,60 mts.). Como é que se pode reclamar entendimentos entre pessoas dentro da AR, em que supostamente se fala de temas bem mais complexos, quando se dá este triste exemplo (o próprio e restante "equipa" de seguidores - prós e contras - ou pseudónimos, sei lá...!)?  Quem nos 'dera a nós' que a nossa MENTALIDADE  e ATITUDE fosse, hoje, pelo menos igual há de 1s séculos atrás. Vamos Construir e Conquistar e não Perder Tempo em destruir e 'amesquinhar'. E atenção que não sou Monárquico.

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