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Tenho para mim que não se colocariam metade destas grandes questões sociais se a Igreja tivesse uma política inteligente de gestão dos seus activos. Tivessem eles, há dois mil anos atras, registado a marca “casamento” e o assunto nunca teria ido à Assembleia da República. Tivessem eles registado o nome “Santo António” e a Câmara Municipal pagaria direitos de autor como outra entidade qualquer. Tivessem eles patenteado o nascimento de Jesus e todos os anos fariam fortunas em Dezembro. Para já não falar no merchandising da coisa. A verdade é que a República, laica, e às vezes socialista, continua a distribuir Ordens de Cristo em barda sem que o Patriarcado receba um tostão em licensing.  


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De K2ou3 a 18.01.2010 às 14:42


Bem visto!.
E esta da laicidade do Estado, com Ordens de Cristo a rodos,...., de S. Tiago e Espada,...
Numa República que se quer livre, em que todos têm os mesmos Direitos, em que não existe discriminação de credos, há que promover uma condecoração com invocação de Maomé, de Krishna ,....
Isto são questões fracturantes.
Uma vez que se quebra o uso e costume como regra da sociedade com a questão do casamento, quebre-se também a tradição religiosa, e entre-se na verdadeira laicidade do Estado, segundo a Constituição.
Já que vale tudo,.....

(HeHeHe)
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De K2ou3 a 18.01.2010 às 14:53


E esqueceu uma coisa.
Os Dias Santos.
Os outros credos também os têm.
Se eles são obrigados a "gramar" os dias santos católicos, também têm direito a tê-los , e nós que gramá-los.
Em nome da não discriminação, perfeitamente explicito na Constituição desta coisa a que ainda insistem em chamar República, e Portuguesa.
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De Réspublica a 18.01.2010 às 16:21

Quanto aos dias Santos há uma pequena questão que esquece, caro amigo, são comuns às varias denominações Cristãs (Natal, Páscoa, Ano Novo, etc...) e até a outras fés, como a judaica (Hanaka e Páscoa).
Para além disso há a questão jurídica, os feriados religiosos foram estabelecidos por via de Concordata entre a República Portuguesa e a Santa Sé, vale como acordo internacional, coberto pelas normas constitucionais, logo têm que ser respeitados.
Além disso são uma forma dos trabalhadores terem uns dias de descanso ao longo do ano.
Na França há mais feriados religosos que em Portugal, e estamos a falar num país em que os Católicos não são em tão grande número como em Portugal, não esqueça que 93% dos portugueses se consideram Católicos, segundo o último Censo do INE.
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De K2ou3 a 18.01.2010 às 16:35


Meu caro Républica,
Eu não estava a criticar os feriados, e muito menos que sejam diminuidos.
Como disseste, têm origem numa Concordata. Muito bem.
E o aticano comomora os feriados Portugueses?.1 Dezembro, 5 Outubro, ....Assim sendo, Portugal está submisso á Santa Sé.Foi-se o laicismo.
E os Dias Santos das outras crenças?.Porque não têm direito, mais ou menos obrigatório, a ter os seus próprios?.
Estou em crer que aos Islamitas nada diga o Natal, quiça até lhes custe em termos religiosos. Mas o Ramadão, têm direito implicito, não explicito.
lem do mais, sempre seriam mais uns dias de folga, para descanso de todos nós.
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De Réspublica a 18.01.2010 às 17:05

Caro amigo a Santa Sé é um Estado, com reconhecimento internacional, logo é uma relação entre Estados, não entre Estado e Igreja, é-se sempre laico nessa relação.
Não sei a que outras crenças se refere, mas tem que existir um tratamento especial para uma religião professada por mais de 90% dos portugueses.
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De K2ou3 a 18.01.2010 às 17:16

Então meu caro Réspublica ;
Respeite-se as comvicções, seguimentos e ensinamentos Católico destes 90% de Portugueses, que á Santa Sé, eu prefiro Vaticano, porque de santo já têm pouco,á Santa Sé estão ligados através da Igreja Católica.
Pura e simplesmente, Casamento Gay, NÃO.
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De Réspublica a 18.01.2010 às 18:03

Ora, concordamos, casamento entre pessoas do mesmo sexo (casamento gay) não.
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De Aristes a 18.01.2010 às 16:01

E o Natal. Ainda há pouco tempo aqui neste blog se invectivava o uso pouco católico que o pessoal faz do Natal.
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De EMS a 18.01.2010 às 16:04

«Tivessem eles, há dois mil anos atras, registado a marca “casamento” »
Quer dizer que antes "deles" ninguem se casava.
Já agora tivessem eles registado a roda e teriam uma fortuna.
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De Réspublica a 18.01.2010 às 16:26

Felizmente, caro Rodrigo, a Igreja não é uma empresa, tem uma finalidade muito distinta, as obras de misericórdia e a salvação das almas, não procura lucros.
Mais em relação ao casamento tal não seria possível, pois com a configuração até ao projecto de lei aprovado em 8 de Janeiro (dia de Gays) é uma instituição do direito romano, não é sequer judaico-cristã, vem do casamento formal romano (o tal em que se dizia "se tu és gaio, eu sou gaia"), por isso não poderiam fazer o registo comercial de tal instituição.
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De Anónimo a 18.01.2010 às 16:57

Pois...Fátima tem um défice do tamanho do mundo...coisa de padres nas festas com as freiras e peregrinas...ou peregrinos....

Educadinha
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De lucklucky a 18.01.2010 às 20:55

Suponho que um Rodrigo com Deus no nome não ficasse barato... :)
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De Anónimo a 19.01.2010 às 02:08

Ahahahahaha

aahaahahhahahah

Cada uma..eheheheh
Está percebio o défice da criatura de Deus. E o que ele pensa da falta de visão dos que comandam o destino da igreja...o nome de «Deus» é caro e ninguém compra.
Bem mas na verdade Deus não se vende. Ele dá-se...

Educadinha
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De jg a 19.01.2010 às 01:31

Bastou-lhes patentear a marca "INRI" dos crucifixos.
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De Nilton a 19.01.2010 às 13:34

Muito bom! Bem visto. Parabéns para ideia

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