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Se o país não endoideceu, anda lá perto...

por Francisco Proença de Carvalho, em 04.02.10

Não sei se muitos já se aperceberam disso, mas estamos a criar um país perigoso.
É perigoso:
- Um país em que se banalizam as escutas telefónicas como meio de prova e, pior, mesmo que inválidas, publicam-nas impunemente na internet e meios de comunicação social;
- Um país em que qualquer pessoa já pensa duas vezes antes de falar ao telefone;
- Um país em que se faz política com base em escutas telefónicas judiciais declaradas nulas;
- Um país em que um Juiz de um Tribunal de 1.ª Instância, impunemente, não cumpre despachos do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça;
- Um país em que a maior parte dos casos mediáticos e importantes vão parar às mãos de um único Juiz de Instrução (como acontece no DCIAP);
- Um país em que um jornalista (à noite) e opinion maker (de manhã) pretende noticiar e opinar com base em alegadas escutas de um amigo de supostas conversas de café de terceiros;
- Um país em que um grupo de deputados do partido do governo propõe a publicação na internet dos rendimentos dos cidadãos como forma de combate à fraude e corrupção.
Isto não é o país das maravilhas… Temos muitos problemas. Mas talvez seja melhor ter alguns corruptos, do que viver num país de bufos, invejosos e vouyeurs. Espanta-me ver tanta gente a apoiar determinadas causas e a achar que os fins justificam todos e quaisquer meios. Repito: isso é perigoso, muito mesmo…


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Vigilante a 05.02.2010 às 03:07

Defendo e sempre defendi a liberdade de imprensa.A liberdade de informar é vital para a democracia,desde que não colida com os direitos,liberdades e garantias dos cidadaos, tal como está constitucionalmente consagrado.A divulgação pública de escutas telefónicas, antes do processo transitar em julgado ou nos casos de absolviçao,deveria ser punido pelos tribunais exemplarmente,atentos os danos pessoais,profissionais,familiares e outros que a divulgação das mesmas causam os intervenientes.Nunca deveriamos esquecer que um sujeito por mais edificios,pontes ou outras obras que faça nunca será um engenheiro se um dia fizer um broche. Será sempre um brochista.Infelizmente é com grande tristeza que eu,que sempre defendi a liberdade de imprensa,vejo a mesma a fazer vitimas todos os dias.Cegos pela pressa de informar nunca pensam nas consequencias desse acto para a vida das pessoas.É caso para dizer "perdoai-lhes senhor que não sabem o que fazem".Ou será que até sabem ?Perguntem ao Carlos Cruz e outros depois da divulgação escandalosa da entrevista à ex-provedora Catalina dias antes da sentença.Infelizmente chegamoa a um ponto em que a nossa imprensa é inquiridora,juiza e carrasco.A quem serve esta "liberdade"? Sómente a quem a controla.Por isso quando perguntaram ao chefe dos etarras porque é que assassinaram um jornalista ?Ele respondeu que uma caneta pode ser uma arma mais mortifera que qualquer outra automática conhecida.

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