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pois

por Rodrigo Moita de Deus, em 06.02.10

Há quem esteja preocupado com a legitimidade das escutas. Há quem esteja preocupado com a divulgação das escutas. E há ainda quem esteja preocupado com a qualidade do jornalismo que publica as escutas. Há tudo isso. E pouca gente preocupada com o que foi escutado. 


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De V.Melo a 06.02.2010 às 17:50






  Talvez a investigação em Portugal devesse seguir o código de conduta de West Point:
  Don't ask, don't tell 


Acabavam-se as preocupações, as perplexidades e as  praticas deontológicas extremamente graves  - o formalismo vácuo e corrompido, a  sisudez republicana e trapaceira.  Dava-se cabo também também da democracia, mas o mundo não é perfeito. Bring on the marines. 
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De Anónimo a 06.02.2010 às 17:53

O Queirós já deu uma ajuda ao Sócrates...
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De Matrix a 07.02.2010 às 01:00

Esperem pela próxima semana!
Ainda há jornalistas isentos!
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De ramo-grande a 08.02.2010 às 15:36

Não escrevo sobre estas escutas, nem sobre as supostas que existem e virão a conta gotas escorrendo por aí como baba, porque vivi no fascismo português, tenho memória e ética, e um nojo enorme pelos biltres que se prestam a levantar do outro lado a cavilha. Acreditei um dia que seria uma prática que nunca mais veria em Portugal, enganei-me, e o que é grave é que a mesma Democracia que foi por elas sufocada, não as trate com a impiedade que merecem. Hoje as escutas, amanhã a tortura, haverá em cada momento um herdeiro genético do Pide que não caçamos, com estrutura moral para se servir dos resultados dessa actividade, obtido nas catacumbas do equivalente quartel de uma qualquer Nova Legião. Mesmo que ele seja Juiz, porque juízes também o eram nos sinistros Tribunais Plenários e a Democracia ainda não se soube livrar deles. Tenho medo porque há quem goste. Tenho medo porque há quem não se importe. Tenho medo sobretudo, porque hà crianças na sala e elas sim, a ouvir sem querer e a ser deformadas pela pouca vergonha que vai na cabeça de cada adulto.

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