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Inocêncio Galvão Teles

por Manuel Castelo-Branco, em 26.02.10

 

 

 

1917-2010

Formou-se com 22 anos e doutorou-se aos 23 tendo sido professor catedrático até 1987 data em que perfez 70 anos. Na sua passagem como o Ministro da Educação foi uma lufada de ar moderno, aumentando a escolaridade obrigatória e introduzindo modernas técnicas de ensino. Defendeu várias vezes Portugal no Tribunal Internacional de Justiça.

Mesmo após a reforma continua a trabalhar na sua obra de toda a vida - o Direito Civil e o Direito das Obrigações.

Um homem brilhantemente inteligente.

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comentários

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De K2ou3 a 26.02.2010 às 16:49


E no entanto, um ilustre desconhecido......................
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De Anónimo a 02.03.2010 às 08:10


tás a ver o que faz falares antes de tempo? este molinex k123 nunca mais aprende, é mesmo defeituoso.
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De JPCosta a 26.02.2010 às 17:33

O K23 deve ter muito novo ou então tem pouca cultura contemporânea. Este senhor foi uma maiores sumidades dos direito em Portugal. Todos nos devemos ter estudado pelas suas sebentas. 
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De Réspublica a 26.02.2010 às 18:26

Também não é preciso exagera, não chega ao nível do Antunes Varela ou do Pires de Lima, para não falar do Manuel de Andrade que revolucionou o Direito Civil português com a recepção da jurisprudência dos interesses.
Mas Galvão Telles obviamente que foi o melhor civilista formado por Lisboa.
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De sem nome a 03.03.2010 às 10:55

É engraçado como os coimbrenses continuam a ser tão provincianos!
Mas como se pode comparar a clareza dos raciocínios jurídicos, sempre totalmente fundamentados, a lógica perfeita de todos os seus conceitos jurídicos com o gongorismo de um Antunes Varela ou Pires de Lima.
De Manuel de Andrade não falo porque é o mesmo que comparar Fernando Pessoa com Camões.    

 
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De Rodolfo Dias a 06.03.2010 às 18:29

Meu caro, não generalize os conhecimentos dos ilustres professores Pires de Lima e Antunes Varela a todo o Direito Civil. 
Se ler o manual de Direito da Família de Antunes Varela, facilmente perceberá que é possivelmente dos manuais me mais fraca qualidade nesta área.
Não tenho dúvidas de que o Professor Galvão Telles estava claramente ao nível de qualquer um dos que referiu.
Mas sem dúvida que o Manuel de Andrade foi o melhor civilista formado por Coimbra.
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De Réspublica a 06.03.2010 às 19:20

Simplista, já leu o CC Anotado de Pires de Lima e de Antunes Varela (com a colaburação de Henrique Mesquita)?
Simplita é toda a escola de Lisboa, cuja doutrina é redutora e secundária em matéria do Direito Nacional.
No administrativo tiveram o Marcello Caetano, nso tivemos Afonso Queiró e Rogério Soares.
No civil tiveram Galvão Telles e Oliveira Ascensão, nos tivemos Manuel de Andrade, Antunes Varela, Pires de Lima, Mota Pinto, Orlando de Carvalho e Henrique Mesquita.
No penal não tiveram ninguém, nos tivemos Eduardo Correia e Figueiredo Dias.
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De Anónimo a 08.03.2010 às 00:10

O senhor leia uma obra de por exemplo Castro Mendes (um dos melhores civilistas e processualistas de Portugal) e depois compare com os autores de Coimbra. Aí verá qual a escrita de melhor qualidade e clareza.
Aliás, no processo civil não me recordo de nenhum nome de Coimbra...


A Penal, a Escola de Lisboa no passado é verdade que não teve nomes de relevo; mas nos dias de hoje tem um grande leque de juristas recentes de grande qualidade.


E não sei se conhece Menezes Cordeiro: este revolucionou (e continua a revolucionar) o direito privado português.
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De Réspublica a 08.03.2010 às 10:09

Processo civil - Antunes Varela, Miguel Bezerra e Sampaio e Nora, Miguel Henrique Mesquita, Sousa Ribeiro (e também Alvaro Dias).
O Castro Mendes é básico, é o tipo de autor que serve para formar legaleiros e não juristas, aquilo que chama clareza de escrita, chama-se em Coimbra tratar as coisas pela rama, falta em Lisboa dencidade doutrinária, normalmente os livros são resumos comentados das teorias da Escola de Coimbra.
Fala em clareza e depois refere Menezes Cordeiro, o dos catrapásios de comercial e bancário!!!
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De Anónimo a 08.03.2010 às 23:46

Diz que Castro Mendes é básico porque só deve ter lido o livro de Introdução ao Direito... Experimente ler o seu livro de teoria ou de processo, ou então a sua tese sobre a prova. Verá que não é preciso escrever em código e com erros de sintaxe para se ter conteúdo. O que os de Coimbra gostam de fazer é escrever muito e dizer pouco; aquilo vai para ali um grande discurso (muitas vezes até mal construído) mas no fim o sumo não mata a sede. O Direito é para ser claro, inteligível, para que todas as pessoas percebam o que se diz, principalmente quando é ensinado. 


E M. Cordeiro tem livros densos, mas são muito fáceis de ler e têm sempre enquadramentos introdutórios que nos ajudam a perceber cada matéria que é tratada. E esses manuais são grandes, mas ao menos não costuma lá faltar nada.
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De Réspublica a 09.03.2010 às 08:35

O resumo de toda esta discussão é simples, lisboa que livros simples e fáceis para perceber a lei, Coimbra quer livros densos e bem construidos para perceber o Direito, é simples, em Lisboa são como os alunos da Internacional da Figueira.
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De Anónimo a 09.12.2013 às 00:29

Parece que em Coimbra se aceita gente, como sua excelência, que dá uma enormidade de erros ortográficos.
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De sem a 18.03.2010 às 11:04

É evidente que há muitos manuais que nem de longe chegam ao nível dos do Antunes Varela ou Pires de Lima, se quiser, a minha opinião, acho que quase todos. O que eu disse é que o do Galvão Telles era tão bom senão, na minha opinião, melhor do que os desses grandes civilistas.
Quando falei do Manuel de Andrade e fiz uma comparação com Camões e Fernando Pessoa não será dizer que melhor não há?!
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De João Caetano a 26.02.2010 às 17:51

Só quem não estudou Direito é que não conhece o Prof. Galvão Teles. Mas também é verdade que há muitos que não estudaram Direito e ainda assim conheciam e reconheciam a inteligência superior deste homem. Aprendi muito - e não foi só Direito - pelos seus manuais. Que descanse em paz. A ciência jurídica portuguesa fica a dever- lhe muitíssimo.
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De Réspublica a 26.02.2010 às 18:32

Caro Manuel uma pequena correcção, o Direito das Obrigações é Direito Civil, o Doutor Galvão Telles tinha era um conjunto de obras de Direito Civil, em particular nas Sucessões, cujo livro do CC foi autor do anteprojecto, embora com profunda alterações na versão final realizada pelo Ministro Antunes Varela.
Mas em todo o caso foi um civilista de reconhecido mérito, com uma vasta bibliografia
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De Pedro a 26.02.2010 às 18:58

A referência ao Direito Civil, excludente do Direito das Obrigações, enquadrava-se, porventura, na Teoria Geral, assim fazendo o pretendido sentido.
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De Nuno Santos Silva a 26.02.2010 às 20:22

O seu livro "Introdução ao Estudo do Direito" foi o primeiro que li e - sempre o disse - foi o melhor que li durante todo o curso de Direito.
De tão fácil de ler que o apelidava de "livro de banda desenhada", tal era o prazer que dava!
Até sempre!
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De Réspublica a 26.02.2010 às 20:57

Não devia ser assim tão fácil... em Coimbra tinhamos o Castanheira Neves com a sua Introdução ao Direito e o Digesta, bem como o Pinto Bronze os seus parêntisses...
No curso li várias obras interessantes e brilhantes, o Lições de Direito Administrativo do Doutor Queiró, o Direito Adminsitrativo do Doutor Rogério Soares, o A Justiça Administrativa e Os Direitos Fundamentais na Constituição Portuguesa de 1976 do Doutor Vieira de Andrade, o Direitos Reais do Doutor Henrique Mesquita e os Livros do Doutor Antunes Varela.
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De sem nome a 03.03.2010 às 15:21

Parecia uma "Banda desenhada"  e não um  calhamaço cheio de parentisses porque o Prof.I.Telles tinha o raro dom de tornar muito simples e claro o que é difícil e confuso, dom que muitos poucos têm e que que só é eficiente quando aliado a um profundíssimo conhecimento da matéria, pensada e repensada. E essas duas características são raras entre os juristas portugueses.    
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De Vitor Fidalgo a 27.02.2010 às 00:34

Na Wikipedia diz que o Professor morreu vitima de um assalto a casa à mão armada (Com 93 anos??). É verdade?
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De verdade ou mentira a 28.02.2010 às 17:02


Não é verdade,  fica desmentido com conhecimento de causa.
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De FTC a 27.02.2010 às 04:11

Inocêncio Galvão Telles foi quem fez o discurso de boas-vindas no ao que entrei para a faculdade. Ainda hoje curiosamente recomendei o seu livro Introdução ao Estudo do Direito (2 vol.), a um colega que está a dar aulas em Angola.
A vida é assim, vemos partir um grande homem.
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De Anónimo a 28.02.2010 às 12:59

Ao comentador que diz "um ilustre desconhecido" podia-lhe citar centenas e centenas de testenunhos de antigos alunos, advogados e juízes que com ele trabalharam Mas vou-lhe citar apenas um. Quando jovem advogado (37 anos) e então sim, internacionalmente um desconhecido, foi advogado do Estado Português no Tribunal Internacional de Justiça de Haia tinha como advogado da parte contrária um conceituadíssimo advogado de reconhecimento internacional, o inglês Sir Franck Soskice, que depois da 1º intervenção do Prof. Galvão Telles nesse Tribunal lhe dirigiu estas palavras: se se pode felicitar um adversário, então eu felicito-o vivamente pela sua intervenção".     
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De João A. Correia a 28.02.2010 às 16:56

Sim, mas não foi o único! Guilherme Braga da Cruz também foi advogado do Estado português no Tribunal de Haia, contra a União Indiana, sobre o direito de passagem por território indiano.
http://www.uc.pt/fduc/galeria_retratos/braga_cruz
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De Sem nome a 03.03.2010 às 10:44

É evidente que o Prof. G. T. era o chefe de uma equipe em que entraram vários professores de direito como peritos, nem podia ser de outra maneira, e o Prof Braga da Cruz fez parte dessa equipe como perito e não como advogado.
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De Manuel Castelo-Branco a 28.02.2010 às 13:25

Pois é K23. Valia a pena ter estudado a lição antes de dizer estas afirmações.

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