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Tinha cerca de 4 anos. Na escola, um pequeno selvagem (que pode perfeitamente corresponder ao padrão do calmeirão) tinha tentado atirar-me para fora de um parque de areia onde costumávamos brincar. Não contente por a coisa não lhe ter corrido de feição, atirou-me o conteúdo de um balde de areia à cara: olhos cheios de areia, berraria total e pais chamados à escola. O meu pai dispunha-se imediatamente a ir esganar o selvagem para defender a princesa. A minha mãe ficou impávida, disse que não teriam nada a dizer sobre o assunto e levantou-se para indiciar a saída. No caminho para casa explicou-me que tínhamos de “lidar com as nossas feridas de guerra”. Dois dias depois trepei para a estrutura de um baloiço (ou coisa semelhante) e atirei um balde de areia ao pequeno selvagem que passava lá em baixo. Note-se: não atirei o conteúdo de um balde de areia, atirei um balde cheio de areia lá dentro. E abri-lhe a cabeça. Se bem me lembro, não o tornei a ver na caixa de areia.
(i) Moral da história: o importante não é ser o leão, é ser a cobra.
(ii) A minha fraca capacidade de fazer juízos de proporcionalidade na ponderação de valores quando o valor em causa seja a minha segurança pode ter causado uma hipertrofia da minha veia diplomática? Claro que sim. Mas não estou cá para a corrida para o Nobel da Paz. Para isso há gente no mundo bem menos imperfeita do que eu.
(iii) Esta história não interessa nem ao menino Jesus? Admito. Mas qual de nós não teve já a impressão de que a blogosfera não é mais do que um enorme pátio do Liceu (ou uma caixa de areia de parque infantil)?


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De António Pais a 15.03.2007 às 11:37

"...Mas qual de nós não teve já a impressão de que a blogosfera não é mais do que um enorme pátio do Liceu (ou uma caixa de areia de parque infantil)?"
RDM de bibe com o nome bordado sobre um rectângulo branco, numa mão a cabeça de um puto acabado de chegar à "caixa de areia", na outra a marmita do lanche pronta a entrar em rota de colisão, a alta velocidade, com a cabeça do tal puto.
LAC (Laura o bolo de Amesterdão não é grande coisa) no pátio do liceu vestindo mocassins, meia castanha de algodão até ao joelho, sai de pregas em xadrez com um fundo castanho, camiseiro branco, pulôver castanho de decote em bico pelas costas (à menina do colégio do Ramalhão de Sintra) e livros debaixo do braço. Põe uns olhos de Bambi (que ternura), para citar uma menina que aqui escreveu isso, para evitar problemas.
RDM continua por lá, entretido na sua caixa de areia, continua a usar bibe, não cresce, se não atente-se nos posts de 4ª feira: Bullying desportivo (para esta jornada); Bullying comunicacional; Bullying partidário". Atitude de cachopo.

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