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De nada, Vasco

por Nuno Gouveia, em 25.03.10

Concordas que os socialistas preferem Passos Coelho. Estamos de acordo.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Mário a 25.03.2010 às 00:51

Nuno, pode sempre explicar ao Vasco, que é um moço mt democrático, mas não aceita comentários de quem não tenha blog no SAPO, que nas últimas legislativas se abstiveram 3 milhões e oitocentos mil eleitores. Mesmo que haja aqui desactualização dos cadernos, basta um quarto daquele valor para o PSD ter maioria absoluta. A maioria absoluta consegue-se neste país com menos de 2 milhões e quinhentos mil votos.
Foi assim que Cavaco Silva ganhou as maiorias absolutas, com os votos da abstenção e NUNCA com votos de ex-PS. Houve alguma transferência directa do PC para o PSD no Alentejo, mas foram a excepção para confirmar a regra.
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De jorge a 25.03.2010 às 10:39


O PS acalmou agora que viu que o Passos Coelho ganha o PSD. Nada pior para o país do que, em vez de ter um Sócrates, ter 2. Até AB é melhor que PC. Mas eu vou votar no Paulo Rangel.
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De xpto a 25.03.2010 às 15:12

Quem é Pedro Passos Coelho
1. Um rapazinho que nunca fez nada na vida, a não ser alternar noitadas de farra, jogo e copos com a aprendizagem "tipo jota" da política de golpes, sem trabalho nem estudo
2. Esta foi a vida de PPC até aos 40 anos
3. Há meia-dúzia de anos, lá fez um curso "por correspondência" numa daquelas universidades privadas conhecidas pela sua grande "exigência
4. Já com o canudo, o padrinho Ângelo, uma espécie de "business angel" da carreira política de PPC, deu-lhe um lugar de administrador numa das empresas que controla (cuidadosamente, numa onde ele não podia fazer grande estrago
5. Do ponto de vista de Ângelo, não está mal jogado - é como quem aposta em acções de risco, mas que podem proporcionar bons proveitos especulativos no futuro
6. Como alertava MFL, é um rapaz bem-parecido este PPC, com boa presença, telegenia, uma voz naturalmente bem colocada e com sucesso junto do belo sexo
7. Mas isso chegará para disputar a governação do País ao PS
8. Penso que o eleitorado, entre duas alternativas "de plástico", optará pelo que já conhece - Sócrates - apesar de todos os disparates e mentiras deste
9. Isto, se o PS não o defenestrar entretanto e apresentar um António Costa ou um António Vitorino a uma próxima eleição - aí a derrota de PPC seria esmagadora
10. PPC ganha facilmente, como se verá na próxima sexta-feira, o pequeno mundo - que é hoje o PSD - dos jotas e dos ex-jotas, dos pequenos e médios autarcas, do lumpen das concelhias e núcleos, dos assalariados de uns e de outros, da rede semi-mafiosa em que este partido se tornou
11. Porém, dificilmente ganhará, apesar da apagada e vil tristeza em que vivemos, a nível do eleitorado nacional
12. Assim que tomar conta do que resta daquilo que foi o PSD, suceder-se-ão os casos, os podres da vida de PPC virão ao de cima e mostrarão que ele, afinal, é uma versão alaranjada do Pinócrates;
13. Estão bem um para o outro: ambos sem currículo profissional fora da política, ambos sem um percurso académico escorreito, ambos dependentes de grupos económicos, ambos obcecados pela lógica meramente comunicacional e pelo marketing político, ambos atascados no lamaçal dos aparelhos partidários que dominam e que os dominam a eles, ambos querendo parecer aquilo que não são, ambos "envernizados" por uma certa cumplicidade de jornalistas e bloggers!
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De Gonçalo a 25.03.2010 às 10:41

Epá, então se calhar não devo ser socialista, porque até prefiro o Rangel. É que a julgar pela forma que até lhe treme o beicinho quando é apertado (vide questão das assinaturas), o Sócrates morde-o, mastiga-o e cospe-o mais rápido que o Santana Lopes diz PPD-PSD.

É um bocado triste que o partido de Sá Carneiro tenha candidatos que, com 6 anos, viviam intensamente o 25 de Abril, mas, mentiroso por "mentiroso", venha o que é cá dos nossos, não é?
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De Mário a 25.03.2010 às 11:07

Faz bem gonçalinho em ter esse respeito todo pelo seu animal feroz. Pelos vistos aos 6 anos estava fechadito em casa com medo dos papões. Eu aos 6 anos estive no Terreiro do Paço ao lado de Sá Carneiro, estive com os meus pais, irmãos e avós em S. Bento a enfrentar os PM que da Emissora Nacional, nos atiravam tiros de metralha cá para baixo. A sua falta de lembrança do PREC leva-o a gostar de tipos como o Sócrates, o que me não surpreende nada.
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De Gonçalo a 25.03.2010 às 11:51

Em 74, aqui o Gonçalinho não era mais que o brilho nos olhos do seu papá, meu caro, lamento desiludi-lo.

Julgo que a angst e o Sócrates o terão impediu de ler bem o meu post, mas olhe, não vou ser eu a criticá-lo depois da mimosa reverência com que a mim se dirige.

De qualquer modo, muito me compraz que tenha ido  com a família para S.Bento, enfrentar os PM e tal, mas é por isso mesmo que pergunto se via o Sá Carneiro a partilhar o que quer que seja com algum dos proto-líderes do PSD de hoje.

O que lhe digo, caríssimo, e volto a dizer, é se, para si - obviamente tão amargurado com o sacana do sócrates que já nem um post "neutro" consegue ler sem que se vomite com bílis ao homem - "mentiroso por mentiroso, venha o que é cá dos nossos".

A ideia que cada vez mais tenho é que se apoia um candidato por (parecer) capaz de fazer frente (em termos de oratória) ao sócrates e não necessariamente pelas ideas que perfilha ou que apresenta.

Como português, como alguém que, mais cedo ou mais tarde (e mais cedo do que tarde) vai ter de levar com uma governação PSD - que me parece inevitável e, nesta altura, inadiável - prefiro outro candidato que não o Paulo Rangel. Pelo que disse e contradisse, pelo que fez e desfez, pelas armadilhazinhas montadas ao melhor estilo dos sabujos que infectam (todo) os partidos.

Pode ser muito bom no mano-a-mano do parlapié (que não é... veja o meu post ou, melhor, veja os ultimos debates entre candidatos) mas como primeiro ministro, será uma nodoazinha que fará um pequeno interlúdio de 4 anos (?) entre outro governo PS. E depois queixem-se "que nos ultimos anos, o PS governou 15" ou lá o que é.

Como português, dizia, prefiro outro (Aguiar Branco superou as minhas expectativas e o Passos Coelho poderá trazer a renovação - verdadeira ruptura - que o PSD precisa, com vantagem para todos). Como votante do PS - - ou da direita do PS, para ser preciso - prefiro que seja o Rangel a avançar contra o Sócrates. Porque, como lhe disse, alí, frente e frente e com a Judite de Sousa de ladecos, o Zézito faz-lhe a folha num ai-Jesus.

Depois digam que o povo é que é estúpido.
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De Mário a 25.03.2010 às 12:39


Afinal acertei ao chamar-lhe gonçalinho, é ainda um puto, mas vai ter tempo para aprender.
Quanto aos mentirosos, nossos ou dos outros, está muito enganado. Nossos não conheço nenhum e mesmo o seu pressuposto para criticar Rangel com base na idd, é um erro só seu. Como lhe mostrei aos 6 anos o PREC não era algo que se pudesse ignorar.
Quanto a parlapié, mais uma vez se enganou, não dou nenhuma importância nem ao parlapié nem ao mimetismo que acha tão importante. A última vez que um partido se preocupou com o mimetismo foi em 1986 o PS, ao escolher Vitor Constâncio, um economista, para imitar Cavaco Silva. Deram-se muito mal, como poderá ver na história.
Quanto ao seu voto, guarde-o para si. Está provado, embora mts andem enganados, que não há transferência directa de votos PS/PSD. Foi sempre à imensa abstenção que os partidos foram buscar as maiorias absolutas. Nunca aos partidos concorrentes. Nenhum humano normal passa em eleições sequentes, do voto num partido para o partido concorrente. Abstêm-se e, talvez, numa eleição seguinte voltem a optar por um partido, mas até isso é mt raro. As pessoas são mais coerentes e com caracter do que o que por aí se diz.
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De Gonçalo a 25.03.2010 às 13:10

Epá, ó Mário, obrigado pelo voto de coragem, porque isto com 32 anos e com os primeiros cabelos brancos a despontar na barba e mais o caraças deita um gajo abaixo. 

De qualquer modo, e já que é de miudagem que estamos a falar, vou aceitar o seu tom paternalista e partilhar consigo - só pelo gozo da situação, que nós, os fedelhos que ainda não eram vivos no 25 de Abril por cobardia, tanto gostamos:

"Intrevistadora (com i) - Lembra-se do 25 de Abril? Tinha 5 anos!

Paulo Rangel - Tinha seis. Lembro-me porque o colégio privado onde estava foi invadido por estudantes do liceu de Gaia. E o meu pai chegou para nos ir buscar ao meio-dia e foi ao RASP [Regimento da Artilharia da Serra do Pilar] buscar o batalhão para identificar os estudantes e para os mandar para casa. E já não tivemos aulas à tarde. Apesar de ter seis anos, lembro-me bem porque num colégio de freirinhas de repente entra uma manifestação de jovens de 15 e 16 anos, aos gritos, e não sabíamos porquê. Nessa tarde a minha mãe acabou de bordar um pullover com dois elefantes vermelhos - que ainda guardo. E depois a família do meu pai foi muito atacada depois do 25 de Abril, tivemos pinturas murais na casa..."

Desculpe que lhe diga, mas foda-se porque é que não há rotundas com o busto do Rangel em Grândola? Gosto sobretudo da imagética poderosa dos elefantes vermelhos, uma óbvia e vigorosa metáfora sobre os "comunas com boa memória que nos hão-de cá vir comer os amendoins". Digo-lhe mais... houvesse mais pullovers e invasões de estudantes a gritar e nem era preciso terem saido os Comandos da Amadora.

Bem, mas erros só meus e brincadeiras de meninos à parte, sempre gostava de saber que história é essa de nao haver transferência directa entre votantes. Está provado por quê? Pelo tareão que a Manuela levou nestas eleições? É verdade que ambos os partidos têm indefectíveis (e esses é pela clubite - vide resultados PS e PSD nas ultimas eleições, com votantes a centrifugar-se para partidos das orlas), mas também não o deixa de ser que há uma porção do eleitorado que vota em que lhe merece a confiança.

Veja o Santana Lopes. Não me diga que não houve PSDs (tendentes e inveterados) a votar Socrates...

É como lhe digo. Os Portugueses não são estupidos. Mas o Rangel há-de ser a melhor ajudinha que o Socrates podia esperar.

De qualquer modo, repare Mário, que não o estou a tentar evangelizar. Vote no Rangel, no Preto, no Jardim, nos tipos decentes que o PSD ainda vai tendo, vote no Portas, no Louça ou no Gerónimo, porque o seu voto há-de valer o mesmo que o meu. Por cada coisa má que o Sócrates parece encarnar para si, eu encontro-lhe outra coisa boa. E a melhor - e que vos amofina - é que não vai ao tapete com golpes baixos.

Se tiver de se mudar - e confesso que terá chegado a altura - mude-se. Mas, por amor de Deus, vejam se arranjam um futuro primeiro-ministro digno desse nome. A bola está do vosso lado. E os meus futuros 4 anos também.
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De Mário a 25.03.2010 às 14:39


Sobre a inexistência de transferência directa de votos entre partidos concorrentes, há um estudo muito completo publicado pelo Expresso há uns anos, finais dos anos 90, que lhe aconselho. As maiorias absolutas fazem-se e fizeram-se sempre à custa dos milhões que estão sossegaditos na abstenção e só se movem quando há boas razões para isso.
Quanto ao resto nada a comentar. Só confirmou o que desde o início pensei de si. Com mais alguns anos vai ver como é fácil entender os outros.
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De Gonçalo a 25.03.2010 às 15:54

Mário, não duvido, obviamente, da existência e da validade do estudo, mas relembrava-o - se não fosse invocar o óbvio - que, do final dos anos 90 até hoje (uns singelos 10 anos, vá) muitas coisas mudaram e que o que era verdade há uma década, já não o é hoje em dia. O maior acesso a todo o tipo de informação (boa e má), o crescente desânimo e descontentamento com a classe político, a aparição do BE, etc. mudaram o panorama um bom bocado (e digo-lhe isto na "optica do utilizador").

De qualquer maneira, concordo que a abstenção é crucial e que, como diz, os milhões "sossegaditos na abstenção só se movem quando há boas razões para isso".

A minha pergunta (desde o início) é: será que o PSD é capaz de arranjar uma "boa razão" para os fazer sair da caminha e ir lá pôr a cruzita? Será que o que para si é uma "boa razão" será visto como tal pelos outros? Estará o Sócrates assim tão enfraquecido face à generalidade da população (que não é tão permeável e volúvel quanto se poderia pensar)?

Bem, entretanto, não quero ter de o maçar e de o obrigar, de novo, a recorrer aos paternalismos, para desprezar os meus argumentos.  Até agora, a unica coisa que vi foi alguém - que se arroga a superioridade da sageza por via da idade - entrar aqui todo galhardo às marradas (desculpe a expressão) e sai daqui com o rodriguinho retórico do "ainda tens de comer muita papa maizena".

Mas, enfim, nós os jovens somos tramados...
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De Anónimo a 26.03.2010 às 01:24

depois da gaffe do rangel em relação ao 25 de Abril ainda há que não desista de emendar a mão... a lealdade canina é bem bonita!

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