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Do auto-esconjuro involuntário

por Tiago Geraldo, em 26.03.10

Para além da inestancável repulsa que inspiram ao cidadão de bem, o que há em comum entre estes dois seres humanos? A absoluta e recorrente identificação da política com a sobrevivência profissional e a oportunidade de fazer carreira.

 

Daí que, na tentativa de diminuir os adversários, se refiram, com a urgente e obrigatória grosseria do canalha, ao desespero por projectos falhados, ao regresso ao poleiro, à festança à mesa do orçamento, à pequenada que percebe que vai ter de trabalhar. Como se aqueles que os criticam e que se lhes opõem com maior ou menor violência constituíssem todos uma massa informe de gente ao mesmo tempo irresistivelmente ambiciosa e dependente.

 

No fundo, tais criaturas desconfiam genuinamente que alguém, por (mera) convicção e sem nunca trocar a sua inteligência por sinecuras ou favores disfarçados, se permita pronunciar, em liberdade, sobre aquele que entende ser o melhor (e o pior) caminho para o país. O seu problema é tristemente este: não acreditam em homens livres. E é por isso que o desprezo com que falam dos outros acaba por dirigir-se tragicamente contra si próprios.

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comentários

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De Gândavo a 26.03.2010 às 13:24

na mouche Tiago!! Mas olhe que há mais...
É só olhar para o lado.

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