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Solidariedade sim, mas

por Henrique Burnay, em 01.12.06
Ontem, às duas da tarde, uma manifestação no centro do bairro europeu de Bruxelas a favor da libertação dos três soldados israelitas raptados este Verão. Não fui, porque não pude, mas queria.  Umas cinco mil pessoas presentes, segundo fontes próximas e interessadas. À tarde um amigo, judeu ele próprio, conta que “80% dos que lá estavam eram judeus”. Não me surpreende. Conheço bem o que vai na cabeça de quem envia os mails a apelar à solidariedade e à paz na Palestina, contra o “terrorismo de Estado de Israel”e outras lenga-lengas do género. É gente que não é pela paz, é contra um dos lados. Daí que só se manifeste de vez em quando.
Entendamo-nos, eu não nego que tenho um lado nesta história: o lado dos que defendem, sem hesitação, o direito de Israel a existir. E o da Palestina também.  Acontece que ninguém declara o desejo de apagar a Palestina do mapa,  e isso muda tudo.


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