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A próxima República

por Henrique Burnay, em 01.12.06
A França já mudou. Ganhe quem ganhar, o próximo presidente francês não será mais uma reencarnação pura do sistema. Uma mulher (sem ideias claras ou conhecidas) ou um descendente de imigrantes que se declara liberal – mesmo que não o seja assim tanto quanto isso –, em ambos os casos nada do que é tradicional e esperável no sistema francês vai a jogo nestas próximas eleições. Eu, que votaria Sarkozy, admito que Royal possa ter uma relação menos conflituosa com a França e com o seu ódio à mudança e à independência face ao Estado. Por isso, só por isso – porque pelo discurso, pelo atrevimento, pelo que diz, Sarkozy merece muito mais ganhar – talvez seja melhor que Ségolène ganhe. Porque é irremediável que a França se reforme e isso os dois já perceberam. Ségo, Sarko, quase que tanto faz.  A França já mudou. E isso são boas notícias. Eles é que ainda não o sabem.


Claro que, sobra a possibilidade de tudo isto ser optimismo injustificado e de que uma vez eleito o próximo presidente francês seja apenas mais um, igual aos últimos.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Henrique Burnay a 01.12.2006 às 22:56

Eu tenho pena. Pena que este rapaz (o lá de cima) pense ainda pior do que escreve.

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