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Ao que parece o descalabro do rendimento mínimo não é um exclusivo nacional. O espírito solidário irresponsável e sem critério criou uma massa de dependentes de um rendimento que tudo dá e nada pede, nem sequer um esforço sério para o beneficiário saia desse ambiente de pobreza em que se encontra.
Cá, tal como lá, os custos do rendimento mínimo estão em descontrolo. total. O ano passado gastaram-se mais de 500 milhões de euros e este ano ultrapassaremos de certeza os 620 milhões. A fraude é hoje estimada pelos serviços em 25% (200 milhões de Euros). Se a isto somarmos algumas limitações ou restrições na renovação poderemos conseguir poupanças semelhantes. As regras para o seu controlo são conhecidas e não é preciso reinventar a pólvora.
Dentro do "apparatchik" dos burocratas politicamente correctos lisboetas, existe um conjunto de pessoas que acredita no assistencialismo como forma de vida, que usa e abusa do estado para fazer caridade esquecendo-se das consequências perniciosas e "dar de comer a ensinar um homem a cavar". Há além disso uma questão não menos importante, a equidade: tentem explicar a uma pessoa cujo salário liquido seja inferior a 800 € que trabalha arduamente, paga os seus impostos e desconta para a segurança social que o seu vizinho do lado ganha 400 € há mais de 4 anos sem nada fazer.
A implementação destas medidas com carácter imediato, teria de certeza mais impactos na nossa credibilidade externa e efeito positivo sobre as contas, do que as medidas apresentadas na quinta feira em Conselho de Ministro, cuja demagogia é superior ao valor arrecadado.