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Lido no Aparelho de Estado, no Expresso:

 

Portugal é como uma criancinha de 12 anos que já gastou as semanadas do ano todo, que não gosta de estudar, não ajuda em casa, não quer ler e foge a sete pés das responsabilidades. Uma criança que  aprendeu a passar pelo meio da chuva. E é feliz assim. Sem cuidado, sem futuro e com sorte. Chega-lhe o futebol, as novelas e a convicção de que o dinheiro nasce nas paredes onde estão presas as máquinas de multibanco.

 

Agora pedem a esta criancinha, mal educada e mimada, que se levante cedo, que tenha boas notas, que aprenda a poupar e que prometa que se vai portar bem. Ou acabam-se as semanadas, a playstation e, no limite, o computador. Ela diz que sim, que se vai esforçar. Promete. E até faz um power point muita giro, com pinta, mesmo.  "E agora, já posso ir ver televisão?".

 

Um pai diria que sim. Não resistiria. 

 

Só que os mercados não são pais, são padrastos.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Kostadinov a 29.04.2010 às 01:06

A culpa obviamente nao é do PM nem da sua licenciatura as circunstancias em que foram tiradas aquelas licenciaturas naquela faculdade é que sao o reflexo do estado em que se encontra o País.
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De Tiago Pinto a 29.04.2010 às 15:43

Nada (ou muito pouco) que lhe (a José Sócrates) possa ser imputado, nesse caso.

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