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Cavaco teve razão

por Nuno Gouveia, em 28.05.10

Concordo inteiramente o este post do Paulo. As reacções de uma alguma direita ao veto de Cavaco Silva tem sido excessiva e desproporcionada. Bem sei que há muito boa gente que gosta de alinhar no folclore da esquerda fracturante, promovendo guerras artificiais e que não levam a lado algum. O que teria acontecido se Cavaco Silva tivesse vetado a lei. Sou contra o casamento gay, e também sou daqueles que preferia que este assunto tivesse ido a votos num referendo. Mas também é inequívoco que um veto de Cavaco Silva nesta fase apenas iria contribuir para o arrastar desta discussão, com um desfecho mais que previsível: Cavaco seria obrigado a promulgar a lei daqui a uns tempos, o que seria motivo de enorme regozijo para a esquerda arco-iris. Por isso Cavaco fez bem em despachar logo o assunto.

 

Houve um tempo em que se discutiu o casamento gay: antes das últimas legislativas e depois no período anterior à sua aprovação na Assembleia da República. Mas todos sabíamos que depois dos resultados das legislativas, a sua aprovação era mais que certa. Portanto o período crucial desta discussão teve lugar antes das eleições. E aí, salvo algumas raras excepções, a maioria das pessoas que agora se insurgem contra Cavaco estiverem em silêncio perante o programa socialista nesta matéria (bem sei que ninguém levou o programa do PS a sério, a começar pelos próprios autores). Manuela Ferreira Leite, no seu jeito desajeitado é certo, defendeu que era contra o casamento gay. Mas quantos outros políticos ou "activistas católicos" o fizeram durante a campanha eleitoral? Estou a recordar-me, por exemplo, de Pedro Santana Lopes, que não me recordo de o ouvir emitir a sua opinião sobre este assunto antes desta entrevista ao "i" (admito que possa estar enganado neste caso). Por isso, estas questões devem ser debatidas no momento certo, e não quando já passou o seu prazo de validade. Não digo com isto que os opositores se devem calar perante uma mudança legislativa; mas um Presidente da República deve agir em conformidade com as suas responsabilidades políticas e não contribuir para a criação de situações artificiais. Foi isso que Cavaco Silva fez ao promulgar a lei. Em Janeiro certamente voltará a ter o meu voto.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De OAntiLampiao a 28.05.2010 às 17:37


http://oantilampiao.blogspot.com/2010/05/faltou-o-orelhas.html


Faltou o orelhas.
Tribunal condenou 13 dos arguidos do processo No Name Boys




"Treze dos 38 arguidos do processo dos No Name Boys foram hoje condenados a penas de prisão efectiva, a maior das quais de 12 anos. Dezasseis outros foram sentenciados pelo colectivo de juízes da 5.ª Vara do Tribunal Criminal de Lisboa com penas suspensas. O tribunal absolveu apenas oito dos acusados.
Nenhum dos arguidos do processo do núcleo duro dos No Name Boys, claque não legalizada do Benfica, foi condenado pelo crime de associação criminosa.


De entre os condenados a penas efectivas estão António Claro (12 anos), Hugo Caturna (oito anos e seis meses) e José Pedro Pité Ferreira (sete anos).


Os 37 arguidos do julgamento, que começou a 2 de Março e tem 16 processos conexos, estavam indiciados da prática dos crimes de associação criminosa, tráfico de droga, posse de armas brancas e de guerra e outros ilícitos.


Este processo foi investigado pela 3.ª Esquadra de Investigação Criminal da Polícia de Segurança Pública (PSP) a partir de 2008.


No final desse ano, mais de 30 pessoas foram detidas no âmbito da “Operação Fair Play”, na qual a PSP apreendeu armas brancas e de guerra, material pirotécnico e produtos estupefacientes a elementos da claque, que se autodenominavam “Braço Armado do Benfica”.


O relatório da PSP foi concluído a 14 de abril de 2009, com um total de 53 indiciados, número reduzido para 38 no despacho de acusação do Departamento de Investigação e Ação Penal de Lisboa. "


"Um forte dispositivo policial acompanhou a leitura da sentença do auto-intitulado e ilegal «braço-armado do Benfica». No exterior do Campus de Justiça do Parque das Nações, em Lisboa, familiares e amigos dos arguidos ameaçaram jornalistas e forças de segurança. Vários apoiantes foram identificados e detidos pela PSP, num ambiente de alta tensão. À saída, os arguidos saíram escoltados, à vez, e de cara tapada, proferindo insultos."

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