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Um amigo chamou-me à atenção para o artigo de Theo Vermaelen ontem no Financial Times. Theo Vermaelen é um professor de finanças no INSEAD em Fontainebleau que vem pôr a vivo a questão dos incentivos económicos dados aos políticos. A realidade é que hoje os nossos políticos são mal pagos e não têm qualquer incentivo para tomar decisões acertadas ... aliás eu diria que têm todo o incentivo para não tomar decisões. Em política tomar decisões tornou-se mais arriscado do que não as tomar e por isso o grande objectivo de um político que se preze passou a ser a sua reeleição no curto prazo. Para garantir tal reeleição nada como endividar o estado, utilizar a dívida para aumentar benefícios sociais a determinadas camadas da população, garantindo assim mais votos potenciais e logo um futuro político. O problema é que essa dívida que se vai acumulando não será paga por eles mas por nós. Theo Vermaelen propõe, que por um lado os políticos fiquem responsáveis através de garantias pessoais sobre a dívida que incorrem ao longo do tempo, por outro lado que parte do salário seja condicional aos resultados obtidos por estes. Por exemplo, poderíamos condicionar parte do salário de uma equipa de governação a um determinado rácio de dívida publica. Obviamente que estas medidas são académicas e em certos casos impraticáveis. No entanto, a verdade é que, mais tarde ou mais cedo vamos ter que repensar como podemos dar os incentivos certos aos nossos políticos para que não pensem apenas no curto prazo, mas que apostem em medidas estruturais que nos garantam um futuro sustentável. Muitas vezes não são os políticos que são maus, são os incentivos que lhes damos que estão errados.

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