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um destes dias experimentamos ler antes de responder. boa?

por Rodrigo Moita de Deus, em 06.06.10

Ana, Ana, Ana…

Que reacção tão bonita e bairrista. Mas desnecessária. O textinho não era um apontar de dedo aos médicos. Até porque não são os médicos que fazem políticas de saúde. Ou são?  

E com um bocadinho menos de corporativismo talvez consigamos fazer uma

É que o meu textinho só peca por generoso defeito. Aos seis anos do curso temos, de facto, de somar mais três anos (que podem chegar até seis, certo?) Três anos que não são de “serviço público obrigatório”, como o simpático leitor reclamava, mas de formação obrigatória. Certo? Ou seja, o estado investe umas centenas de milhares de euros e nove anos (pelo menos nove, certo?) para formar um médico que não pode ser deslocalizado e que pode optar pelo sector privado.

Esta é uma opção irracional. Simplesmente irracional. Tanto mais que o Estado continua a reclamar para si o exclusivo da formação de médicos. Não o fizesse e não estaríamos a trocar estas cartas de amor (o que seria uma pena).


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De joão viegas a 07.06.2010 às 11:58

Obrigado pela resposta, caro Luis,

Ja disse que não segui a conversa e é provavel que algo me esteja a escapar, mas ainda assim, parece-me que se o SNS pagasse aos médicos portugueses (bem formados, pelos vistos), um salario que eles estão dispostos a aceitar, é pouco provavel que fosse necessario recorrer aos tais médicos estrangeiros com uma formação menos boa (se percebi bem).

O que se depreende, apos leitura rapida, é que o sistema português não forma médicos suficientes para as necessidades do pais. Se não estou em erro (mas é provavel que esteja), o numero de vagas decide-se tendo em conta as necessidades do pais, as quais se aferem por indicadores tais como o numero de médicos por habitantes (comparado com outros paises, e porque não, comparado com os numeros para outras profissões qualificadas).

Se o sistema produz médicos em quantidade insuficiente, não vejo bem como é que encurtar o internato haveria de resolver o problema. Apenas faria com que os médicos nacionais (bem formados) deixassem mais cedo de trabalhar em beneficio do SNS...

Ou não ?

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