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Simão, o Aprendiz de Intelectual (parte II)

por Sofia Bragança Buchholz, em 17.06.10

Personagens:
• Simão, 9 anos

• Uma data de miúdos e pais nervosos

• Eu (como narrador)

 

Cenário:

O Simão vai fazer exame para entrar para o Conservatório de Música. Na sala, uma data de miúdos esperam, nervosos. O “meu”, que raramente fica nesse estado, bufa e suspira, ansioso, e, confessa, até, que nunca dormiu tão mal na vida. Sabem que ali não é a brincar: têm consciência que não há os facilitismos da escola, que não existem boas notas porque os paizinhos vão reclamar, que não passa quem não merece. Vêem-se meninos a saírem com negativas, mães desanimadas, avaliadores impiedosos, indiferentes à fragilidade dos petizes.

As crianças esforçam-se: sentados no chão, revêem as peças que vão tocar. Em frente ao Simão, a menina russa − aquela que tocou Bach, quando ele tocou o “Balão do João”, no início do ano, lembram-se? − ensaia num teclado imaginário desenhado no soalho da sala. O Simão também. Exercita os dedos e mostra uma destreza ameaçadora, de fazer inveja a qualquer um dos presentes. Só que, para mal dos seus pecados, a jogar um jogo num Game Boy.

 

 

Post Scriptum: E, passou!

 


comentários

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De Alexandre Kulcinskaia a 17.06.2010 às 12:19

O Simão vai para o conservatório porque gosta de música ou porque a mãe quer que ele goste de música?
É que às vezes pode estar ai a diferença entre a menina russa que pratica e ele que também pratica, mas no Game Boy.
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http://kulcinskaia.blogs.sapo.pt/

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