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Espanha está de luto

por Rodrigo Moita de Deus, em 18.06.10

Leio que morreu Saramago. Sempre o tive como melhor escritor que homem.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Anónimo a 18.06.2010 às 13:28

Nobel

Morreu Saramago


Económico  
18/06/10 13:05


O prémio Nobel da Literatura faleceu hoje aos 87 anos.
O escritor, laureado com o Nobel em 1998, sofria de graves problemas respiratórios. ‘Caim' fica para a história como o último livro de Saramago.

  • BIOGRAFIA

José Saramago nasceu na aldeia ribatejana de Azinhaga, concelho de Golegã, no dia 16 de Novembro de 1922, embora o registo oficial mencione o dia 18.
Os seus pais vieram para Lisboa quando ainda não tinha três anos de idade. Saramago fez estudos secundários (liceal e técnico) que não pôde continuar por dificuldades económicas. No seu primeiro emprego foi serralheiro mecânico, tendo depois exercido diversas outras profissões, a saber: desenhador, funcionário da saúde e da previdência social, editor, tradutor, jornalista.
Publicou o seu primeiro livro, um romance ("Terra do Pecado"), em 1947, tendo estado depois sem publicar até 1966. Trabalhou durante doze anos numa editora, onde exerceu funções de direcção literária e de produção. Colaborou como crítico literário na Revista "Seara Nova".
Em 1972 e 1973 fez parte da redacção do Jornal "Diário de Lisboa" onde foi comentador político, tendo também coordenado, durante alguns meses, o suplemento cultural daquele vespertino. Pertenceu à primeira Direcção da Associação Portuguesa de Escritores. Entre Abril e Novembro de 1975 foi director-adjunto do "Diário de Notícias". Desde 1976 vive exclusivamente do seu trabalho literário.

  • OBRAS PUBLICADAS

Poesia
Os poemas possíveis, 1966
Provavelmente alegria, 1970
O ano de 1993, 1975
Crónica
Deste mundo e do outro, 1971
A bagagem do viajante, 1973
As opiniões que o DL teve, 1974
Os apontamentos, 1976
Viagens
Viagem a Portugal, 1981
Teatro
A noite, 1979
Que farei com este livro?, 1980
A segunda vida de Francisco de Assis, 1987
In Nomine Dei, 1993
Don Giovanni ou O dissoluto absolvido, 2005
Contos
Objecto quase, 1978
Poética dos cinco sentidos - O ouvido, 1979
O conto da ilha desconhecida, 1997
Romance
Terra do pecado, 1947
Manual de pintura e caligrafia, 1977
Levantado do chão, 1980
Memorial do convento, 1982
O ano da morte de Ricardo Reis, 1984
A jangada de pedra, 1986
História do cerco de Lisboa, 1989
O Evangelho segundo Jesus Cristo, 1991
Ensaio sobre a cegueira, 1995 (Prémio Nobel da literatura 1998)
A bagagem do viajante, 1996
Cadernos de Lanzarote, 1997
Todos os nomes, 1997
A caverna, 2001
O homem duplicado, 2002
Ensaio sobre a lucidez, 2004
As intermitências da morte, 2005
As pequenas memórias, 2006
A Viagem do Elefante, 2008
O Caderno, 2009
Caim, 2009


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De Anónimo a 18.06.2010 às 13:40



  • POLÉMICAS

A carreira de Saramago foi acompanhada de diversas polémicas. As suas opiniões pessoais sobre religião ou sobre a luta internacional contra o terrorismo foram muito discutidas e algumas resultaram mesmo em acusações de diversos quadrantes. Logo após a atribuição do Prémio Nobel, o Vaticano repudiava a atribuição da honraria a um "comunista inveterado".
Um caso que teve alguma repercussão foi a posição crítica do autor em relação à posição de Israel no conflito contra os palestinianos. Por exemplo, a 13 de Outubro de 2003, numa visita a São Paulo, em entrevista ao jornal O Globo, afirmou que os Judeus não merecem a simpatia pelo sofrimento por que passaram durante o Holocausto... "Vivendo sob as trevas do Holocausto e esperando ser perdoados por tudo o que fazem em nome do que eles sofreram parece-me ser abusivo. Eles não aprenderam nada com o sofrimento dos seus pais e avós".
Outra situação polémica foi quando o escritor afirmou, em entrevista ao jornal Diário de Notícias, que os portugueses só tinham a ganhar se Portugal fosse integrado na Espanha.
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De Anónimo a 18.06.2010 às 16:00

e?
pintores, escritores, actores, etc. o que te interessa como são pessoalmente? interessa a obra. ponto.
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De Dazulpintado a 18.06.2010 às 13:32


Morreu o bicho acabou a peçonha.

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De Paulo Sousa a 18.06.2010 às 13:48

Podem sepulta-lo no Vale do Caídos
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De nils a 18.06.2010 às 14:36

Título saloio este... é que a provocação gratuita cai mal. É verdade. Espanha está de luto. Portugal está de luto.  O Mundo que se sonha mais justo e fraterno também. É ver no twitter quantas pessoas e nacionalidades lamentam a morte do grande escritor português. É a humanidade que o chora. Pois. Sem terra de cegos não haveria lugar para o rei. E é disso que a nossa real família gosta. Um país pequenino, atafulhado de saloios (como o título) para lhes comprar as ilusões de grandeza da nação.
Viva Saramago. Viva Antero de Quental. Viva Unamuno.
Viva Portugal. Viva Espanha.
Viva a humanidade. Viva a Ibéria.
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De Rodrigo Merda Na Moita a 18.06.2010 às 14:44


.../...
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De RS a 18.06.2010 às 15:18

Com um título destes qualquer comentário que o queira atingir é redondante. O Rodrigo é, verdadeiramente, isto.
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De Maria a 18.06.2010 às 15:37

Valham-nos os portugueses que, de facto, contribuem para a elevação do cantinho lusitano. Quando ganhar um Nobel, não se esqueça de nós, Rodrigo.
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De f pedro a 18.06.2010 às 15:58

se o rodrigo tivesse metade da mestria do saramago, talvez posts destes causassem mossa... assim, dão apenas para sorrir como se sorri dos tolos :)
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De Isa a 18.06.2010 às 17:18

sem dúvida, Rodrigo. Bjs
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De Rodrigo pIsa na Moita a 19.06.2010 às 18:43

.../...
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De Manuel de Carvalho a 19.06.2010 às 00:45

Nem grande homem nem grande escritor; morreu uma pessoa como as outras.

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