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No dia 26 de Junho, Miguel Relvas partilhava connosco, uma pérola política – O PSD quer o CDS no Governo mesmo que não precise dele para nada. Mensagem magnânima mas não inocente, tenta transmitir ao seu eleitorado, a irrelevância no voto no CDS.
Pelo meio, Passos Coelho fez acordos com o PS para aumento dos impostos e posteriormente pede desculpa, sem no entanto se arrepender verdadeiramente. Pelo meio falou em medidas de corte de despesa relativamente vagas ou pouco detalhadas.
Ontem Paulo Portas, demonstrando que era possível cortar o deficit focando na despesa sem aumentar impostos, propôs também um governo tripartido com presença dos três maiores partidos Portugueses mas sem José Sócrates.
Afinal, além do alarido histérico de José Sócrates com o silêncio passivo do PS, o PSD responde com a sua não disponibilidade para dançar o tango a três, apesar de já o ter feito a dois.
Compreendo que o PSD esteja incomodado com a liderança da iniciativa ser externa. A mim parece-se que existe a vontade que seja outro a tomar as medidas duras e difíceis. Depois aparece como salvador no meio dos escombros, quando se vislumbrar algum crescimento. Se assim for o PSD não existe para reformar, mas apenas para gerir crescimento.
Mas, e o que fará o PSD num cenário onde haja risco de demissão do Governo sem que o Presidente da Republica possa convocar eleições? Só lhe resta a hipótese de viabilização do Orçamento de 2011 com novo aumento da carga fiscal e tímida redução da despesa. Ao mesmo tempo, recusa a aliança com o partido que Miguel Relvas convidou de forma magnânima incluir no seu Governo!!!