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Agora sim, entramos em período de nojo

por Manuel Castelo-Branco, em 26.07.10




José Saramago queria ser Espanhol.  Pilar del Rio quer agora ser Portuguesa.

 

Vontade legitima, mas totalmente surpreendente, vindo de alguém que, em conjunto com o seu marido, ou individualmente, demonstrou desilusão, mágoa e injustiça, mas nunca afinidade, admiração com o nosso País.

 

Só espero que a razão desta "conversão" tardia não esteja relacionada com isto (700 mil Euros de impostos exigidos pelo fisco) ou com eventuais fundos públicos necessários à fundação com nome do seu marido.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Anónimo a 27.07.2010 às 11:27

Creio que se impôe um esclarecimento. Há vários anos que estava pendente entre a Direcção Geral de Finanças de Portugal e a congénere espanhola a questão de saber onde deveria José Saramgo ser tributado, na medida em que apesar de ter uma residência em Espanha, ter sempre mantido a sua residência oficial em Portugal, sendo tributado em Portugal. Trata-se da questão de evitar a dupla tributação sobre os mesmos rendimentos em Portugal e, simultaneamente, em Espanha. Ora, não obstante o que fica dito, tendo Saramago pago os seus impostos em Portugal, os tribunais espenhóis entenderam agora que ele residia em Espanha e, portanto, os cofres de Espanha têm direito a receber os tais 700 mil Euros.
Fica o esclarecimento, que, para pura maldicência, já basta.
De qualquer modo, se o que motiva Pilar são os fundos para a Fundação do ex-marido, também nisso nada vejo de censurável. Antes mais um testemunho do muito amor que por Saramago deve ter sentido. Bemvinda, Pilar! Uma portuguesa.

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