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Sair do charco

por E, em 26.03.07
Paulo Portas é um homem superiormente inteligente e uma das pessoas mais civilizadas que conheço. Para além disso, descontada alguma – às vezes oportunista - inconstância, tem boas ideias políticas, nas quais em geral me reconheço. Está a anos-luz dos labregos e merceeiros que pululam na "direita" portuguesa. Porém, ao percorrer jornais, televisões e blogs, constata-se que cada vez mais há menos gente a defendê-lo ou elogiá-lo. A grande maioria critica-o e critica-o com dureza. Uns por motivos pessoais, mas muitos outros por razões puramente políticas, sejam estas de natureza substancial ou formal. Curiosamente ou talvez não, é no submundo que são as caixas de comentários que mais facilmente se encontram os indefectíveis de Paulo Portas. Anónimos, insultam tudo o que mexe, quase sempre através de ataques ad hominem, julgando estar a prestar um bom serviço ao seu ídolo. Puro engano. O maior drama de Paulo Portas não resulta tanto das suas deformidades mas da mediocridade de uma boa parte daqueles que o seguem acriticamente e que hoje, quer ele queira quer não, com ele se confunde. Paulo Portas, por várias razões - umas apreciáveis (amizade e fidelidade), outras desprezíveis (insegurança e vaidade) - nunca conseguiu descartar-se desta gente que ajudou a criar e que dele apenas herdou defeitos - a canalhice, o snobismo saloio, a intrigalhada - e nenhuma qualidade. Uma gente politicamente ignorante e socialmente inútil que, por dele depender, tentará de todas as formas e feitios impedir que outra menos nefasta dele se aproxime. Se quiser ter esperança de pacificar e unir o que quer que seja, Paulo Portas terá de começar por limpar. Pegar numa pá e limpar o terreno lamacento que se formou à sua volta e afugenta quem olha de fora. Caso contrário, a única paz que conseguirá é a paz do deserto.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De bazooka a 26.03.2007 às 18:35

Parabéns, voltou a ter comentários, mas fique tranquilo. Eu continuo anónimo mas para que conste tenho o maior apreço pela sua mãe e pelo seu pai e pelo corajoso contributo, principalmente de JNP, que através das Ideias, sempre soube dar à Direita. E apesar de não estar de acordo com as últimas actuações de MJNP não foi por isso que mudei de opinião sobre ela ou deixei de a respeitar. Tenho muito pena que isto esteja a acontecer. A minha crítica anterior não tinha a ver com o facto de estar a defender a sua mãe mas pela forma como o fez indo buscar citações de 2005 e pretendendo ignorar que depois disso muita coisa ocorreu, nomeadamente a REALIZAÇÃO DE DIRECTAS, como se as pessoas não pudessem mudar de ideias sobre métodos processuais ou como se isso fosse um dogma. Enfim, se fui rude ou irónico em demasia peço desculpa. Estas «quezílias civis» não nos servem para nada!

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