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Ninguém vota em Deputados

por Henrique Burnay, em 01.12.06
Depois faço um outro post sobre isto, mas para já duas coisas. Vi a Deputada comunista Luísa Mesquita a trabalhar há uns 10, 11 anos no Parlamento e era uma excelente Deputada. Combativa, inteligente, trabalhadora. Aquelas coisas que se costuma dizer dos Deputados comunistas e que nem sempre são verdade, mas pronto. Aqui era. Por isso, e porque não gosto do PC nem do seus métodos, instintivamente estaria do lado de Luísa Mesquita nesta conversa. Só que as coisas não são assim. No nosso sistema ninguém vota em deputados. Mesmo que quisesse não podia (eu sei o que isso é, nas últimas eleições fui votar pela fresquinha para não ser um dos “eleitores" de um dos últimos elegíveis do CDS por quem tenho uma particular aversão). De pouco me serviu, evidentemente. Aquilo é em lista, entra quem o partido quer, votamos em quem o partido deixe. E é por ser assim que a conversa sobre o mandato do deputado não me comove nem um pouco. Sempre que um deputado me acena com a sua consciência contra o programa do respectivo partido eu lembro-me de que tal coisa não foi a votos, porque o que foi votado foi uma lista. Bem sei que o correcto é defender o contrário mas se é isso que querem, mudem a Lei. Até lá, os votos são dos partidos. E quando não são, é porque alguém emprestou a sua notoriedade a uma lista qualquer. Um empréstimo sem retorno. Lamento, mas ninguém vota em deputados. Em Portugal, não.

Isto dito, nada nos métodos nem nas motivações do PC merece o menor respeito. Muito menos o detalhe da tentativa de despedimento selvagem.


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