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Pornografias

por Francisco Mendes da Silva, em 28.08.10

«Contra a lapidação, marchar, marchar. Eis o programa para a tarde de hoje, em Lisboa: umas dezenas de ‘humanistas’ vão protestar contra a lapidação de uma mulher no Irão. Para que servem estes cortejos? Para travar a barbárie? Duvidoso. Estas selvajarias, recorrentes no Islão ‘pacífico’, só se travam pelo fim dos regimes teocráticos que reinam por lá. E a menos que haja um milagre interno (uma vitória da oposição; um movimento ‘iluminista’ dentro do Islão; o repúdio expresso da herança Khomeini; e etc.), o fim destes regimes consegue-se por intervenção externa.Estarão os manifestantes desta tarde interessados em repetir as aventuras do cowboy Bush – o mesmo cowboy que eles insultavam com iguais protestos públicos? Cortejos contra a lapidação, de preferência com câmaras de tv por perto, são formas de vaidade: o manifestante abre a gabardine e, em pose exibicionista e masturbatória, mostra ao mundo o tamanho da sua compaixão. Entre a pornografia iraniana e as pornografias lisboetas que se preparam por aí, não sei qual me repugna mais.»
João Pereira Coutinho.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De PALAVROSSAVRVS REX a 28.08.2010 às 18:59

Não compreendo, Francisco, como é que os provocadores se deixam provocar ou caem na armadilha de uma provocação bem urdida. Incrível! 


Penso que se deixam cair por vaidade.
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De DePutaMadre a 29.08.2010 às 05:14

? ...  tu às vezes espantas-me!! ... O texto do jpcoutinho é grosteco, como são grotescos y gritantes os seus plágios despudorados ( q só num país de gente q pouco lê é q vão passando por "originalidades".  ...  Desconheço o Francisco ... mas este silêncio sem 1 palavra na exposição deste texto é igualmente arrepiante. ... Y simbólico do quão sórdido pode alcançar o lado lúdico na dimensão humana.  
Em qq parte do mundo, para qq humano razoável este texto é indício de uma menoridade humana patológica. Se vaidade há é de quem o escreveu. Uma vaidade descontrolada, tão descontrolada como o hábito de pegar em frase alheia y dela se apresentar como autor. 
Nada disto é de homens sãos. O podre é estado latente, percebes isto? 


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