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O LSD deve correr abundante no Terreiro do Paço

por Ana Margarida Craveiro, em 20.10.10

É que só pode: O Orçamento do Estado define  que a entrada em vigor do novo Código Contributivo, em Janeiro, faça subir a taxa paga pelos trabalhadores independentes dos actuais 24,6% para 29,6%.

 

Pessoas, no mundo real, aquele em que as pessoas nascem e morrem, os recibos verdes não são prestação de serviços. São ordenados, pagos 12 vezes por ano, e normalmente bastante baixinhos. Tendem a ser a única forma de rendimento dos jovens, e também de alguns menos jovens (a chamada precariedade já vai até aos 40 anos). Significam a única possibilidade de trabalho para muita gente, sem qualquer segurança (não implicam contratos), sem subsídios de espécie alguma. Se se fica doente, não se é pago; se se é pai ou mãe, não há subsídio; paga-se por inteiro a segurança social (160 euros, mais cêntimo, menos cêntimo). Obrigar esta gente a pagar ainda mais impostos é daquelas medidas que despertam o Thoreau que há em mim: If the machine of government is of such a nature that it requires you to be the agent of injustice to another, then, I say, break the law.


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