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Estava no meio da avenida da liberdade enquanto as águas corriam furiosas. Ao meu lado estava um espanhol saído da embaixada. Preocupado com a inundação tirou o blazer enfiou os braços dentro de água e abriu a sarjeta. Tirou uns quilos de folhas e água começou a correr. E naquele momento percebi que Portugal não era bem um país europeu.

 

Todos os anos é a mesma coisa. As sarjetas estão sujas a cidade inunda. A cidade inunda, os restaurantes e as ruas fecham. Os restaurantes e as ruas fecham e o caos instala-se. E os serviços da câmara e os bombeiros fazem horas extraordinárias a limpar as sarjetas que deviam estar limpas no dia em que começa a chover. E hoje em dia nem é preciso falar com os deuses para saber quando é que começa a chover. Um presidente de camara tem imensas coisas em que pensar mas deixar as sarjetas limpas não era um mau princípio de gestão autárquica.  

Todos os anos é a mesma conversa. Explicam que os “índices de pluviosidade foram anormais”. Como se em Bruxelas, Londres ou Antuérpia não chovesse assim todos os dias.  


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De dói...dói a 29.10.2010 às 12:50

Lembra-se do antigo presidente de seu nome França Borges?
Não? É pena .
Este senhor, governou a Câmara de Lisboa de 1959 a 1970.

Tivemos as inundações de Lisboa e arredores em 1967,

Em que Cinco horas de chuvas torrenciais fizeram com que Lisboa ficasse literalmente debaixo de água.
Um conjunto de factores levou a que um forte temporal, entre as 19 horas e as 24 horas do dia 25 de Novembro, provocassem um dos mais graves sinistros na região de Lisboa, a chuva que caiu nessas cinco horas correspondeu a 1\5 do que choveu em Portugal durante todo o ano.
Só no dia seguinte, se descobriu a verdadeira tragédia, entre 600 e 700 mortos, um milhar de desalojados

E depois disto o que se fez... o mesmo de sempre ! Nada.
Boa noite Ti Pedro !
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De Nuno Gonçalo Poças a 29.10.2010 às 12:59

Não estamos só a falar de folhas de árvores. Também, mas não só. Se é verdade que as ruas e as sarjetas deviam estar limpas, não é menos verdade que milhares de pessoas passam o ano a deitar porcarias para o chão. Quando chove, são essas mesmas pessoas que se chocam com o facto de as sarjetas não estarem limpas. Mais do que uma questão de competência camarária, é uma questão de civismo e de cultura. E nós não temos nem uma coisa, nem outra.
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De Luis a 29.10.2010 às 13:07

Caro doi doi, em 1967 terão caído cerca de 160L/m2, segundo informação deste site:
http://www.meteopt.com/forum/eventos-meteorologicos/cheias-de-25-de-novembro-de-1967-a-1260.html

Esta manhã estimo uns 35-40L/m2.
No dia que se repetir 1967, e um dia acontecerá de novo, ocorrerá nova tragédia. Mas os nossos governantes e urbanistas não se preocupam com o assunto.
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De dói...dói a 29.10.2010 às 14:04

Pois é !

É o nosso fado...Caro Luis !

Mas deixe que lhe diga, concordando com o post anterior, há muito portuga, (visto com estes olhos que a terra há-de comer) que a dois metros do caixote do lixo na paragem do autocarro a deitar sacos de plástico para o chão.
Não há Câmara Municipal que nos valha !
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De ze a 29.10.2010 às 13:33


curioso o facto de um espanhol ter arregaçado as mangas para resolver o problema enquanto que o portugues que se encontrava ao lado apenas conseguiu culpar o governo de não o ter resolvido...

sintomático
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De Rodrigo Moita de Deus a 29.10.2010 às 13:47


bom comentário. Ainda assim, e em minha defesa, digo apenas que nunca arregaçaria as mangas para salvar território espanhol.  
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De dói...dói a 29.10.2010 às 14:06

E... pelos vistos nem o português !
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De António Parente a 29.10.2010 às 13:48

Em primeiro lugar, considero uma imprevidência um cidadão estar no meio da avenida da liberdade enquanto as águas correm furiosas.

Em segundo lugar, destaco a atitude do português Rodrigo Moita de Deus e do espanhol com nome desconhecido. O espanhol viu o problema, procurou uma solução, levou-a à prática e resolveu-o. O português observou o espanhol, aplaudio-o, criticou a Câmara Municipal e escreveu um post num blogue. É por causa disto que Espanha está muito à frente de Portugal.
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De dói...dói a 29.10.2010 às 14:08

Por isso é que na função publica, é proibido ir à janela da parte da manhã.

Senão, à tarde, não tinham nada para fazer !
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De Julio a 29.10.2010 às 13:51

O post do Moita de Deus está muito bom, mas a resposta do ze está  brilhante :-)
O que me faz lembrar as palavras de um americano que esteve em trabalho a viver uns meses na região centro em Portugal, arredores de Viseu, e uma vez me disse, a quando de um temporal que deixou uma serie de árvores e ramos quebrados nas estradas, explicou-me que a diferença dos EUA para Portugal é que no bairro dele no fim do temporal toda a gente pegava nas serras e ia desimpedir e limpar as estradas do bairro. Enquanto em Portugal ficavam à espera longas horas ou mesmo dias que alguém fosse tratar do assunto, preferindo às vezes perder horas sem nada fazer ou dar voltas de muitos quilómetros, do que arregaçar as mangas e tirar uma árvore de uma estrada.
Claro que isto são generalizações certamente injustas em muitos casos, mas tem sempre algum fundo de verdade.
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De Robin of Locksley a 29.10.2010 às 14:19

Com a agravante de em LX não se saber distinguir uma serra de uma árvore.
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De Alexandre a 29.10.2010 às 14:03

A diferença entre o Espanhol e o Português. Por muito louvável que seja a atitude do cidadão Espanhol, a verdade é que nós Lisboetas pagamos impostos precisamente para que este tipo de situações não ocorram, para que os serviços da câmara mantenham as sarjetas limpas, o que nunca ocorre. Se temos de recorrer à acção directa, nesse caso por quê então continuar a pagar impostos? E para além do mais, aquilo que o Espanhol fez pode ser perigoso: as sarjetas estão imundas e devem ser limpas com equipamento apropriado (nomeadamente luvas grossas). Se o senhor se tiver cortado, neste momento deve estar a caminho do hospital - a nado.
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De dói...dói a 29.10.2010 às 14:20

Já cá faltava o portuga pessimista...

Por essa e por outras, é que foi um espanhol e não um portuga a resolver o problema.

Se um dia (por acaso) o estiver a ver a afogar, direi :

Que venha o 112, que eu pago impostos !
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De Alexandre a 30.10.2010 às 10:54

Olhe meu amigo, a coisa é muito simples. Todos os anos, quando caiem uns chuviscos, Lisboa fica inundada. Isto acontece todos os anos e toda a gente sabe porquê. Porque a meio do Outono, as sarjetas ainda não foram limpas quando deviam: antes das primeiras grandes chuvas.O que se passa em Lisboa é o que se passa por todo o país: falta de planeamento, é tudo resolvido à posteriori, com custos muito mais elevados. E quanto a morrer afogado, já esteve para acontecer à uns 20 anos: fui salvo por um surfista (eu e mais uns 40, no Guincho), porque nadadores salvadores nem vê-los. Repito: pago impostos para me serem fornecidos determinados serviços. Fui uma vez a um hospital em toda a minha vida. Não tenho dívidas, e sou poupadinho apesar de não ganhar sequer mil euros e de ter formação superior. Desde que trabalho, tiro em média uma semana de férias por ano, o resto gasto em formação paga do meu bolso (que aparentemente vou deixar de poder deduzir no IRS). Pessimista eu? Quando me tornar verdadeiramente pessimista, deixo de gastar dinheiro em formação e passo a fazer como os empresários portugueses, e estoiro o pouco que poupo em meninas e viagens. Antes pessimista que iludido.
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De Por procuração de tenho medo de dizer qu a 29.10.2010 às 17:27

És um desgraçado, António Costa. O tempo que mandas uns bitates na quadratura, melhor mandasses limpar as sarjetas e não venhas desculpar-te com os piques das marés. Incompetência é o que predomina pelos teus lados.
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De Nuno Nasoni a 29.10.2010 às 17:44

Em Londres, Paris e Antuérpia? E então no Porto, onde chove mais e não se assistem a cenas dessas?
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De dói...dói a 29.10.2010 às 18:18

ài não ?
Deves ser de Mate.
Então lê lá isto OOOOOOO distraído.

Chuva: Cheias no Grande Porto

<input ... >2008-09-22

O início do Outono está a ser marcado por fortes chuvas. A precipitação elevada causou já inundações no Grande Porto e em Albufeira. Em Espanha, há pelo menos um morto a registar.


A chuva intensa que se faz sentir desde o início da manhã no Grande Porto está a provocar inundações em Matosinhos, Porto e Maia, disse à Lusa fonte do Comando Distrital de Operações de Socorro (CDOS).

A situação mais grave regista-se em Matosinhos onde, segundo os bombeiros locais, "o telefone não pára desde cerca das 08:30".
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De dói...dói a 29.10.2010 às 18:21

Queria dizer Marte.
Já agora... para Link.
http://www.google.pt/images?hl=pt-PT&biw=1041&bih=778&q=cheias+no+Porto&um=1&ie=UTF-8&source=univ&ei=VwHLTMOvBpDQjAeGke3hDw&sa=X&oi=image_result_group&ct=title&resnum=2&ved=0CCsQsAQwAQ
Vê lá bem se não há cheias...Daaaaaaaaaahhhhhhhhh!!!!

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