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Estava no meio da avenida da liberdade enquanto as águas corriam furiosas. Ao meu lado estava um espanhol saído da embaixada. Preocupado com a inundação tirou o blazer enfiou os braços dentro de água e abriu a sarjeta. Tirou uns quilos de folhas e água começou a correr. E naquele momento percebi que Portugal não era bem um país europeu.

 

Todos os anos é a mesma coisa. As sarjetas estão sujas a cidade inunda. A cidade inunda, os restaurantes e as ruas fecham. Os restaurantes e as ruas fecham e o caos instala-se. E os serviços da câmara e os bombeiros fazem horas extraordinárias a limpar as sarjetas que deviam estar limpas no dia em que começa a chover. E hoje em dia nem é preciso falar com os deuses para saber quando é que começa a chover. Um presidente de camara tem imensas coisas em que pensar mas deixar as sarjetas limpas não era um mau princípio de gestão autárquica.  

Todos os anos é a mesma conversa. Explicam que os “índices de pluviosidade foram anormais”. Como se em Bruxelas, Londres ou Antuérpia não chovesse assim todos os dias.  


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Alexandre a 29.10.2010 às 14:03

A diferença entre o Espanhol e o Português. Por muito louvável que seja a atitude do cidadão Espanhol, a verdade é que nós Lisboetas pagamos impostos precisamente para que este tipo de situações não ocorram, para que os serviços da câmara mantenham as sarjetas limpas, o que nunca ocorre. Se temos de recorrer à acção directa, nesse caso por quê então continuar a pagar impostos? E para além do mais, aquilo que o Espanhol fez pode ser perigoso: as sarjetas estão imundas e devem ser limpas com equipamento apropriado (nomeadamente luvas grossas). Se o senhor se tiver cortado, neste momento deve estar a caminho do hospital - a nado.
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De dói...dói a 29.10.2010 às 14:20

Já cá faltava o portuga pessimista...

Por essa e por outras, é que foi um espanhol e não um portuga a resolver o problema.

Se um dia (por acaso) o estiver a ver a afogar, direi :

Que venha o 112, que eu pago impostos !

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