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Os sacrifícios são para todos.

por Francisco Mendes da Silva, em 31.10.10

Ainda dizem que os políticos não fazem sacrifícios.

 

Veja-se o bom exemplo do PSD, que ao longo de três meses de pueril inabilidade, arriscou sacrificar a própria credibilidade política, o seu activo mais valioso. Tanta promessa de que não viabilizaria um Orçamento que aumentasse impostos e não emagrecesse o Estado, tanto bater no peito jurando fidelidade à sanidade das contas públicas. E para quê? Para, em nome de uma minudência, se amarrar a este monumento à incompetência, ao esbulho fiscal, ao desleixo estatista e à preguiça mental. E, como bónus, para ficar desde já comprometido com mais uma chicotada de 500 milhões - que o Ministro não demorou a anunciar e a justificar com o que teve de ceder na negociação. Se o PSD a recusar, dará ao PS a narrativa eleitoral da vitimização; se a aceitar, é mais uma traição a quem nele vai confiando.

 

Sim, o PSD vai-nos violentamente ao bolso. Mas a justiça implica que lhe tenhamos algum respeito: num momento em que lhe seria tão fácil ser a solução, este tortuoso processo fez com que se tivesse de assumir de forma exuberante como parte do problema.

 

Ainda dizem que os políticos não fazem sacrifícios.

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comentários

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De lucklucky a 31.10.2010 às 21:45

Os Portugueses votaram e colocaram o PSD como co-responsável pela Governação. Por isso é que não deram maioria ao PS.


Logo o PSD ou é co-responsável com o PS e  se ABSTÉM ou vota SIM
ou vota NÃO e recusa o programa do PS.


Ora a maioria do PSD, começando pela ala cavaquista quer enganar os Portugueses. Quer que os Portugueses pensem que o PS tem maioria absoluta.
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De ruy a 31.10.2010 às 22:16


À primeira vista poderá parecer que o PSD chegou a acordo na negociação do Orçamento 2011 de modo contrariado. Ora, não há nenhuma profunda oposição do PSD a este orçamento nem quanto à sua filosofia nem quanto às medidas de austeridade que atingem a maioria da população. Recorde-se que alguns meses atrás, um dos negociadores e deputado do PSD, Miguel Frasquilho, advogou uma redução salarial dos trabalhadores da função pública. Por outro lado, o empenho que Passos Coelho colocou nas negociações, não se limitando apenas à viabilização do orçamento, como alguns dos seus colaboradores mais directos o aconselharam (Nogueira Leite) mas, desejando preferencialmente um acordo, um qualquer acordo, porque deixa cair uma das suas mais mediáticas promessas, várias vezes assumida - o não aumento de impostos.
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De Mr. Brown a 31.10.2010 às 22:33

"Logo o PSD ou é co-responsável com o PS e  se ABSTÉM ou vota SIM
ou vota NÃO e recusa o programa do PS."

Pois, é co-responsável, mas não existe uma divisão de responsabilidade 50-50. A parte de responsabilidade que toca ao PSD foi diminuir os impostos que o PS queria cobrar aos portugueses e forçar o PS a diminuir ainda mais a despesa. Tivesse optado pelo caminho do PSD de Ferreira Leite e tinhamos o contribuinte a pagar mais 500 milhões de euros para o despesismo socialista (ou seja, comia e calava-se em relação ao projecto inicial para o OE2011). Tivesse optado pelo chumbo do orçamento e teriamos o FMI a impor um aumento de impostos ainda mais duro.
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De Mr. Brown a 31.10.2010 às 22:24

500 milhões de euros a menos para o contribuinte suportar são uma minudência? Viesse o FMI com um chumbo do orçamento e o Francisco Mendes da Silva descobriria o que é uma minudência.
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De Alllgarve a 31.10.2010 às 23:24

7,5 milhões de euros para salários de 46 gestores-

ANA, STCP, EP, CTT, REFER, CP, ML, CARRIS E TAP - ascenderam aos 7,46 milhões de euros, ou seja, uma média de 162,2 mil euros mensais por gestor.Se venderam  a GALP e a EDP porque que não vendem a CP e a REFER?Essas duas principalmente,só servem para os partidos politicos desviarem dinheiro,ninguem as controla minimamente,é um descalabro em roubos!Em quanto eu escrevi isto já devem ter roubado 100 mil,e eu não sou lento....
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De João Matos a 01.11.2010 às 20:33

Os deputados são provocadores. Principalmente os do PS, veja-se o exemplo de Ricardo Gonçalves, aquele que disse para abrir a cantina do Parlamento à noite. Enche a barriga à grande, ao almoço e ao jantar, e à conta dos contribuintes. Pergunto: ajudas de custo para quê? Para refeições? E os professores deslocados? O que comem eles? ah, o pão que o diabo amassa. Claro.
Vejam esta reportagem de Bruno Contreiras Mateus, na revista Domingo, do Correio da Manhã:
http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/um-dia-com-ricardo-goncalves (http://www.cmjornal.xl.pt/detalhe/noticias/outros/domingo/um-dia-com-ricardo-goncalves)

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