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A tiranete mascote da democracia

por Francisco Mendes da Silva, em 01.04.07

Ainda sobre o raspanete que Pacheco Pereira decidiu dar à "crueldade" com que a "blogosfera" tratou as macacadas de Odete Santos nos "Grandes Portugueses", devo dizer que acharia uma indignidade que alguém gozasse com a senhora por o que Pacheco parece considerar, simplificando, uma espécie de "preconceito (sincero ou postiço) de classe". 

 

No entanto, o que é verdadeiramente indigna - e que ninguém parece muito interessado em salientar - é a leveza tolerante com que Odete Santos é há anos e reiteradamente tratada pelo sistema político e mediático, que assiste sereno e despreocupado à sua má-educação constante, à sua rudeza histérica e, pior que tudo, ao seu permanente tom acusatório. Odete Santos despreza uma das regras fundamentais da política: a de tomar as opiniões contrárias pelo seu valor facial e não as recusar por - como faz invariavelmente - por trás das mesmas estar alegadamente uma qualquer conspiração de interesses contra "os trabalhadores", assim as desrespeitando tão ostensiva e confessadamente.

 

Por isso - e só por isso -, já ia sendo tempo de embalarmos a condescendência e avisarmos a personagem que a sua presença é absolutamente ausente da civilidade que é o primeiro pressuposto do próprio debate democrático.     


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Ricardo Sebastião a 02.04.2007 às 11:32

Concordo, é gritante então na comparação com o tratamento que recebe Alberto João Jardim...

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