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Noite das arábias em Al Valade (II)

por Luís Filipe Coimbra, em 22.02.11

Provavelmente ter-se-á passado qualquer coisa de muito grave lá fora, nas praças Tahir, antes do início das orações da noite. Se assim foi, é de estranhar que toda a comunicação social não tenha hoje dado relevo especial a esses acontecimentos. Mais esquisito ainda é que na net, entre  videos a imagens, ninguém até agora tenha minimamente divulgado tudo aquilo que eu presenciei ontem dentro de Al Valade, coisa nunca vista em 50 anos que vou às muitas mesquitas dos Aiabolas espalhadas pelo País.

Dois ou três agentes da autoridade entraram numa bancada de Al Valade para sacar pelos colarinhos um passador de passa ou alguém mais avinhado, como por vezes acontece? Nada disso!

Tenho para mim que aqueles olhos alucinados, aquela entrada de rompante e  a vontade de bater a torto e a direito só podem ter uma explicação do foro político- psiquiátrico.

 

Sim, sim. O que é que terá passado pelas cabeças confusas daqueles agentes da (des)ordem?

1ª Hipótese: a criança que levou uma cacetada, não era ela mas o (eticamente) imberbe Ministro da Administração Interna que desmanda neles.

2ª Hipótese: o velhote que levou aquele empurrão, também não era ele mas representaria aos olhos do agente o Ministro das Finanças que lhe tem ido injustamente à carteira.

3ª Hipótese: a senhora de cachecol verde e branco foi confundida com a Ministra da Saúde para compensar aquelas cenas durante a campanha para as legislativas de 2009, em que Sua Excelência abria diariamente os telejornais para explicar ao indigenato que o governo era fantástico e estava tudo muito bem organizado porque nesse dia "não-havia-casos-de-gripe A-na-pandemia-que-não-existia".

 

Eis três hipóteses político-psiquiátricas que deixo à consideração dos médicos do “31”…


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Antonio a 22.02.2011 às 15:56


é pá, não vi bem porque não estava no estádio, mas soube por quem esteve (e até estava na mesma bancada - embora não exactamente no mesmo sítio) que foram os bonzinhos dos adeptos que começaram por dar uma sova nos malvadões dos polícias.
depois os malvadões foram buscar amigos ainda mais baixo nível e deram uma coça aos bonzinhos e coitadinhos dos adeptos.

Só é pena as que falharam tenho a dizer.

Sejam benfiquistas, sportinguistas ou portistas, claques que resolvem sovar e enxovalhar polícias (pais, filhos e irmãos por baixo da farda de malvadões) deviam levar sempre a dobrar.

há mínimos e essa gente (e sim, dito com repugnância e segracionismo, batam-me) não os cumpre nem tão pouco joga com o baralho todo.

mesmo que me venha dizer que deviam bater apenas nos "certos", eu respondo que a vida não é um jogo de computador em que os maus têm uma cor diferente dos bons. na vida os bons (com dois dedos de testa) não se metem no meio das claques, caso contrário arriscam-se a levar - e provavelmente merecem - tanto como os outros, os "bonzinhos".

p.s. - a criança (um hooligan em potência), o velho (um hooligan reformado) e a senhora (uma hooligan com farnel) provavelmente também mereceram, porque se estavam na zona da "batida" policial, é porque também devem ter molhado o bico aquando da sova aos polícias em minoria... por acção ou omissão, pouco me importa.

(e sim, na sua opinião até posso estar tontinho, mas é assim que penso, temos pena. Mais, se fosse o meu filho, mãe ou avô a levarem - com as devidas cautelas devidas pelo temor reverencial - diria que o erro foi terem ficado por lá. porque se com a sova na polícia não perceberam que ali não era o sítio certo, com a sova da polícia de certeza que não se esquecem de ir para bem longe dessa turba na próxima vez que forem "à bola").

Aquele abraço
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De Anónimo a 22.02.2011 às 19:37

Sócrates acabou de anunciar: o Avião Eléctrico; o Magalhães Eléctrico com rodinhas e a Colher de Sopa eléctrica.

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