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ò Abrantes, tenho google. mas não digas a ninguém.

por Rodrigo Moita de Deus, em 11.03.11

 

Inauguração da rede de carregamento de veículos electricos: 2008

Consumidores Interessados 3 anos depois: 200

Carros entregues três anos depois: 12

Vendas três anos depois: 2

Happenings governamentais sobre o assunto nos últimos anos: 67? 89? 10? (não me lembro bem)

 

ò Abrantes, Portugal está muito à frente neste processo. Tão à frente que prometiamos carros electricos que não existiam. Tão à frente que baixavamos impostos de produtos que não existiam. Tão à frente que prometiamos clusters tecnológicos  com uma fábrica de baterias. E até anunciávamos autocarros electricos que afinal não serviam. Não faz mal. Como diria Basílio Horta, é o carro electrico que nos fará conhecidos no japão. No Japão e no mundo, digo eu. Repito: Portugal está muito à frente. Com tanta visão não se entendem as avaliações que os mercados de dívida fazem do nosso país. 

Falando de coisas mais práticas: já posso carregar o telemóvel no posto de abastecimento ou ainda vão precisar dele para as fotografias do primeiro-ministro?


comentários

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De JEM a 11.03.2011 às 10:56

Ah ah ah ah ah!

Genial!!!

esta gente pensa que somos todos lorpas...
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De sem abrigo a 11.03.2011 às 11:51

Pedi um migo pra escrever esta pergunta por modo não sei das letras:

Sou dos muito sem abrigo ...será que posso estender meu cartão cama e ligar o aqueceder?

Obrigados
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De Textículos a 11.03.2011 às 12:16

E quiça pode matar como aqui diz a NG:
http://news.nationalgeographic.com/news/energy/2011/03/110310-electric-car-range-anxiety/
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De João. a 11.03.2011 às 15:51

Que tal analisar a "lógica" do sr. Rodrigo para esta questão? Não pode andar muito longe de dois tipos de linha de acção:

1) Não fazer nada. Deixar que os outros desenvolvam a indústrias dos electricos e quando esta estiver consolidada, aí sim, nós iniciamos a nossa, claro que com não sei quantos anos de atraso, ou seja, na prática, importar tudo.

2) Não construir uma rede de abastecimento electrico até que haja uma venda em massa de veícuos eléctricos e que a dificuldade de vender veículos sem que exista um acesso geral ao abastecimento não seja impecilho, porque a ideia do sr. Rodrigo é que existirão massas  a comprar carros que não podem utilizar e que guardarão zelosamente em suas garagens até que se construam os postos de carregamento. É de imaginar, segundo esta lógica,  que a primeira produção em massa de automóveis pela Ford não levou em conta a acessibilidade ao combustível...que o génio de ford não foi utilizar a acessibilidade cada vez maior a combustíveis para produzir carros em massa, não, o génio dele terá sido vender carros em massa sem que as pessoas os pudessem abastecer.
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De João. a 11.03.2011 às 16:45

Vale talvez a pena evocar algumas pérolas de autêntica visão nos primórdios da indústria automóvel:

"O cavalo está aqui para ficar, mas o automóvel é apenas uma novidade, uma moda." - Presidente do banco de Michigan alertando o advogado de Henry Ford para não investir na montadora, em 1903.
 
"Que o automóvel praticamente chegou ao seu limite é confirmado pelo fato de que, nos últimos anos, nenhum aprimoramento radical foi introduzido." - Revista Scientific American, em 1909
 
"A 'carruagem sem cavalo' normal é, no momento, uma luxuria para os ricos, e por causa do seu preço, provavelmente vai falhar no futuro. Com certeza, jamais se tornará tão comum como a bicicleta." - Literary Digest, em 1899.



 
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De Jose a 11.03.2011 às 18:57

http://pt.wikipedia.org/wiki/Tesla_Roadster (http://pt.wikipedia.org/wiki/Tesla_Roadster)


Por favor, antes de postarem babuseiras, primeiro investiguem e consultem.
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De Jorge a 11.03.2011 às 20:28

Teria sido simpático citar a origem da foto.


http://www.aventar.eu/2011/02/16/carro-electrico-e-propaganda/ (http://www.aventar.eu/2011/02/16/carro-electrico-e-propaganda/)

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