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Os verdadeiros artistas

por DBH, em 11.05.11

Tendo sido um dos piores momentos do debate, para o Primeiro-ministro, rapidamente o "Miguel Abrantes" tratou de acusar Paulo Portas de "mistificação" - por causa do gráfico apresentado.

 

Como sempre, várias pessoas seguiram a deixa, desde o Jumento até ao Daniel Oliveira, que fala mesmo em manipulação e gráficos malandros.

 

Vamos, então, ver quem manipula o quê:

 

 

Disse o PM - "a verdade também é que todas as dívidas dos países desenvolvidos subiram" (6:25)

 

Será verdade? - José Sócrates continua com exemplos escolhidos (e apenas esses) e apenas nas datas que lhe convém (2007-2010 e não desde 2005, quando ocupou o cargo de PM).

 

Continua: "por isso, Senhor deputado, olhar para a dívida portuguesa desenquadrando-a daquilo que é a grave crise internacional, a mais grave crise dos últimos 80 anos que estamos a viver, não é sério do ponto de vista da análise económica"

 

 

Responde Paulo Portas (10:12):

 

- "Diz o candidato José Sócrates, a dívida portugesa: mas as outras subiram todas, a nossa subiu porque as outras subiram todas... eu quero mostrar-lhe um pequeno gráfico":

 

 

- "a dívida pública portuguesa subiu, nestes 6 anos, mais de 30 pontos. Agora vejam dos outros países: Espanha subiu 17, a França 15 (...)"

 

Ou seja, Paulo Portas mostra que - ao contrário dos exemplos dados pelo PM (Reino Unido, Irlanda, etc) e de que "todas as dívidas dos países desenvolvidos subiram", houve muitos outros "países desenvolvidos" que não subiram a dívida como Portugal. E mostrou isto "enquadrando" os exemplos que José Sócrates "esqueceu" de referir. E até houve países que, neste período, desceram a dívida.

 

Paulo Portas mostrou como outros "países desenvolvidos" e europeus não tiveram uma subida como a nossa, fazendo contraponto - e em resposta - aos exemplos dados por Sócrates.

 

Claro que os abrantes queriam um gráfico só com os que subiram mais que Portugal, não é? Uns artistas..


comentários

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De Manuel Castelo-Branco a 11.05.2011 às 16:38

Acresce ainda o facto que dois dos países que não estão referenciados - Grécia e Irlanda - são irrelevantes para a demonstração da irresponsabilidade socialista no aumento da divida. Este países tiveram já a intervenção da troika e perderam também a sua independência e capacidade de crescimento nos próximos anos.

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