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Socratismo

por Carlos Nunes Lopes, em 12.05.11
"Escusam de vir com argumentos de que por ser jornalista não devo ter opiniões. Um jornalista pode e deve ter opiniões. Escusam de tentar amarrar-me a um partido: sou independente, mas ser independente não significa ter de aceitar tudo o que nos dizem. Terceira questão: Houve outros dois PM que também critiquei acerrimamente - Cavaco e Santana - e nunca senti a intolerância que sinto hoje quando critico Sócrates."
Henrique Monteiro.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Planetas - Bruno a 12.05.2011 às 20:00

Estimado António, antes de mais, queria agradecer e devolver os cordiais cumprimentos e votos de estima recíproca.

Permita-me discordar da sua crítica aos termos em que me referi ao visado. Este humilde servidor, apenas se serve a si mesmo e às suas ideias, não tem a notoriedade nem a importância para servir seja quem for, muito menos tão distinta figura da nossa praça. Porem, admito que as suas referências "Chefe de Fila" de um "ideário socialista" massajaram o meu ego. Acontece que o meu realismo não me permite sonhar por mais do que uns segundos com tão distinta eloquência.

Quanto à pessoa em questão, reconheço que também tive a oportunidade de o ouvir criticar outros, acontece que a sua (dele) narrativa tem uma caracteristica particular, nunca muda, indistintamente de como começa, sempre termina da mesma maneira. Desafio o António, ideologias aparte, a reparar nisso mesmo na próxima vez que ouvir (ler) Henrique Monteiro.

Um cordial abraço deste humilde servidor de causa nenhuma!

Bruno

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De António Luís Maia Correia a 13.05.2011 às 12:53

Estimado Bruno,

Sem cinismo e hipocrisia - agradecido pela resposta e sobretudo pela urbanidade da mesma.
Gostei sobretudo "(...) deste humilde servidor de causa nenhuma!"
Há um frase em "E Tudo o Vento Levou", quando Clark Gable toma partido pela causa sulista, numa fase já de declínio da mesma, que lhe quero aqui deixar: "Gosto de causas perdidas!".
Essa é uma frase ambígua, que pode ser entendia dentro de uma subjectividade ideológica (norte/sul na Guerra de Secessão dos EUA) ou de um contexto amoroso.
Esta dialéctica, entre um factor intrinsecamente colectivo e outro essencialmente pessoal, marca a significação do que entendemos por "causa".
A primeira assume uma maior extensão e uma menor compreensão. A segunda reduz a extensão do que é compreendido, aumentando o que apreendido.
Em nenhum dos casos é aceite a não existência subordinativa à realidade racional e afectiva. A "causa" existe por Si e em Si.
Não há, como existência substantiva e subvencionada, "causa nenhuma". Pode haver o anarquismo causal e consequente, a realidade de um subjectivismo individual, mas nunca um "vazio".
Eu acredito que o Bruno é um Homem de Causas. Só assim compreendo o exercício crítico à uma realidade que o "massacra", "indigna" e "revolta".
Mantenha, por favor, essa sua "Voz" de uma consciência que se quer sempre VIVA e HUMANISTA. "A palavra faz o Homem" e a "História a Humanidade".
Expressando a minha superior estima pela Sua Pessoa, apresento os meus melhores cumprimentos. Um até Sempre!

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