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e se prendessemos os juízes?

por Rodrigo Moita de Deus, em 12.05.11

Esta decisão judicial é extraordinária.

Mulher grávida acusa psiquiatra de violação. Tribunal dá como provados os factos mas conclui que ela estava mesmo a pedi-las. Tribunal explica que, tecnicamente, abusar de uma mulher grávida não é bem uma violação. A pobre senhora saiu do tribunal e ainda teve de pagar as custas judiciais. No fim do dia ninguém vai preso. Nem sequer os juízes. Ironia das ironias. O único juíz do colectivo que vota contra a absurda decisão dá pelo nome de Papão.   


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Anónimo a 13.05.2011 às 00:01

Trata-se de uma - apenas uma - decisão judicial.
Criticável. Mas é apenas uma de entre milhares que são proferidas diariamente. Não serve de amostra.
Porque têm tanto ódio aos juízes, ao ponto de os tratarem por gentalha e darem a entender que são criminosos? Será que a maioria deles se revê nesta decisão? Então porquê generalizar como faz o Her Flick? Será que não há juízes que trabalham que nem loucos, em condições deploráveis, para que os casos sejam resolvidos?
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De Agora está bem ? a 13.05.2011 às 11:30

Tem razão.
Haver há.
Em contrapartida, outros há que passam a vidinha na passeata.  
Não venha com anedotas a dizer que é mentira !
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De Josef K a 13.05.2011 às 11:53

Diga quem são!
Não me parece é correcto que se manche a reputação dos que não andam através da generalização.
A isso chama-se, como já alguém, aqui disse, marinhopintismo.
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De Agora está bem ? a 13.05.2011 às 13:32

Nem preciso de dizer.
Até o Sr. sabe que são.
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De Josef K a 13.05.2011 às 13:37

Estou a ver que não sabe. Só atira para o ar.
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De Anónimo a 13.05.2011 às 00:13

http://www.dgsi.pt/jtrp.nsf/c3fb530030ea1c61802568d9005cd5bb/1c550c3ad22da86d80257886004fd6b4?OpenDocument

Ajuda saber quem escreveu o Acórdão?
Foi uma Eduarda Lobo.
Sim, leram bem: Eduarda.
Em vez de irem às notícias, era bom lerem o original.
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De António Fernando Nabais a 13.05.2011 às 00:13


O acórdão está aqui: http://www.dgsi.pt/jtrp.nsf/d1d5ce625d24df5380257583004ee7d7/1c550c3ad22da86d80257886004fd6b4?OpenDocument (http://www.dgsi.pt/jtrp.nsf/d1d5ce625d24df5380257583004ee7d7/1c550c3ad22da86d80257886004fd6b4?OpenDocument)
Inclui, evidentemente, a declaração de voto do juiz José Manuel Papão.
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De Rui a 13.05.2011 às 00:37

http://www.youtube.com/watch?v=XcpSBulFFEg&feature=player_embedded
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De M.D. a 13.05.2011 às 00:42

Acho que uma "esfrega" a estes juízes tipo brinde da farinha Amparo,talvez fosse o princípio de alguma mudança!
A culpa não é dos pobres imbecis completamente divorciados do mundo real,é da inimputabilidade...se em sede de recurso,para além de uma repetição de julgamento também os enviassem para a cadeia,aprenderiam á custa de serem comidos o que é o mundo real.
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De M.D. a 13.05.2011 às 00:48

Se alguém sabe mais detalhes desta Eduarda Lobo,que tenha a coragem de os publicar!
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De Réspublica a 13.05.2011 às 11:22

Parece que a Relação do Porto continua com a a estupidez "da coutada do macho latino" e do "exercício do direito de correcção resultante dar uma estalada ao violador", etc...
Se a situação relatada não implica violação e coacção sexual, quando é que ocorre tal crime?!
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De Agora está bem ? a 13.05.2011 às 11:32

Isto é Justiça de Castela !
Bardamerda mais ela !
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De carlos madeira a 13.05.2011 às 13:01

Apenas para dizer o seguinte: não vale a pena, nem é viável, prender juizes .</a> Primeiro por uma questão a que chamaria semântica - não são juizes .</a> mas reais bandidos. Depois porque não há gente para os prender, pois a camarilha é praticamente geral.
 O melhor, o mais eficaz, o mais justo é mesmo eliminá-los. Não a todos, porque ainda há juizes  </a> dignos, apenas os que não passam de canalhas de toga. É um imperativo, mais do que patriótico, de pura e simples defesa pública!
Uma questão de verdadeiro humanismo e de pacífica decencia.  
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De M.D. a 13.05.2011 às 13:18

Transcrevo o que escrevi noutro sítio:


Com consentimento explícito ou não,o facto é que não é possível aceitar que um PSIQUIATRA,que tem um insight sobre a forma de manipular devido aos problemas da paciente,quaisquer que eles sejam (alguém desconhece a dependência de muitos doentes em relação ao Psiquiatra?),utilize o consultório para estes fins.
Mais,se a Senhora estava num psiquiatra,não tenho qualquer dúvida que estava sobremedicada,ora estes medicamentos alteram,entre outras coisas,a percepção da realidade, a vontade,a reacção (não,não é só na condução ou utilização de máquinas perigosas!!) etc.
Duvido que seja possível falar em consentimento (mesmo que expresso) nestas circunstâncias…ninguém se lembra da utilização de,p.ex.,certas benzodiazepinas que passaram para a tabela de receituário especial por isso mesmo,nas bebidas em bares etc.Também houve consentimento??Até há amnésia retrógrada!
Agora imaginem uma doente que,para além da patologia subjacente qq que ela seja,está encharcada em fármacos (um psiquiatra não receita um mas vários ao mesmo tempo – terapêutica da shotgun),tem uma relação de dependência com o dito e se vê condicionada,mais ou menos violentamente á situação.
Peçam á Sra. Juíza para enfiar dois ROHYPNOL no bucho e,para a seguir se lembrar de fechar a boca!
Num país civilizado,p.ex. Reino Unido,independentemente da parte judicial,nunca mais exercia medicina na vida.
Tudo poderia ser diferente se,pelo menos,o encontro fosse fora do simbolismo (para o doente)do consultório…embora as questões acima se mantivessem.
Parece-me é que a Senhora,para além de juízes anormais,teve azar com a defesa…
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De M.D. a 13.05.2011 às 14:24


Para quem esteja interessado,sob uma prespectiva não especialista,nas chamadas DATE RAPE DRUGS veja o link abaixo,


http://en.wikipedia.org/wiki/Date_rape_drug

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