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e se prendessemos os juízes?

por Rodrigo Moita de Deus, em 12.05.11

Esta decisão judicial é extraordinária.

Mulher grávida acusa psiquiatra de violação. Tribunal dá como provados os factos mas conclui que ela estava mesmo a pedi-las. Tribunal explica que, tecnicamente, abusar de uma mulher grávida não é bem uma violação. A pobre senhora saiu do tribunal e ainda teve de pagar as custas judiciais. No fim do dia ninguém vai preso. Nem sequer os juízes. Ironia das ironias. O único juíz do colectivo que vota contra a absurda decisão dá pelo nome de Papão.   


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Jose a 12.05.2011 às 23:28

E ainda queriam alguns trazer o bin laden a esta justiça sofisticada desta Europa podre de vícios e costumes.
Não adianta dizer 'vergonha' pois não? as pessoas até já levam estas coisas na boa, como normais, como os 10 mil milhões das SCUTS.
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De scriabin a 12.05.2011 às 23:53

Não, não levam estas coisas na boa. Basta reparar no clamor geral que está a provocar a sentença, da esquerda à direita. As pessoas achavam isto normal há cinquenta, cem anos. Não se discutiam então as sentenças dos juizes em lado nenhum e muito menos este tipo de sentenças, que eram bastante mais comuns.  Quantos homens eram então condenados por violação? E a desculpabilização dos crimes de honra, dos maridos contra as mulheres, por exemplo? Eu continuo a achar extraordinário que se ache que isto é coisa de agora e de que agora é que se acha isto natural.
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De Antonio Honorio a 13.05.2011 às 08:31

Ilustre, vamos lá a ver... ninguem aqui está a fazer comparaçoes com um hiato de tempo tao alargado! Nos Estados Unidos ainda nao é punivel o homem que matar a mulher em flagrante delito no acto da vergonha! Na Europa, desde a republica de Weimar que o homem e a mulher estao em pé de igualdade. E mesmo na altura do Dr. Salazar, em que sua Exa. podia advogar algum relativo atraso, nao era admissivel que ninguem violasse ninguem, e até os padres (os que nao violavam, admito) eram contra tais comportamentos obscenos. Joao XXIII elucida os deveres da mulher e do homem e os respeito mutuo, e esta noçao catolica muitas vezes salvou o pais de extremos. O que surpreende, e devo concordar com grande parte destes companheiros, é o facto de, apois tais conquistas como igualdade e direito a autodeterminaçao sexual, venha um juiz em 2011 absolver o reu, ainda por cima dando a ofensa como provada. Isso, devo concordar, é apenas reflexo de um codigo penal revisto apressadamente, uma sociedade relaxada com uma total reversao de valores. Pense nisso, e talvez com isto em mente consiga, pelo melhor, explicar a sua visao.

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