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Bom de ler

por Laura Abreu Cravo, em 16.04.07
"Expliquei ao João, pacientemente, que a opção do Orelhas assenta numa concepção deontológica da moral, constitutivista, que, embora cheia de valor filosófico, pode tornar pior a vida das pessoas e insurgir-se contra teorias mais liberais como as que são defendidas lá em casa. Que, de um ponto de vista consequencialista e utilitarista (no bom sentido, claro), o Orelhas teria feito uma opção claramente ineficiente, ao atribuir um benefício a quem não o valorizava, e que, como tal, dele não retirou qualquer utilidade, privando da mesma quem efectivamente valorizava ser o primeiro (todos os outros brinquedos). Por outras palavras, o Noddy ficou na mesma e pelo menos um brinquedo ficou pior do que poderia estar. O Orelhas não procedeu a um movimento de Pareto. Além de que se me escapar a moral deontológica da coisa. O Orelhas bem nos podia ensinar algo para além da sua moral paranoica de que é absolutamente errado e insensato querer ser o primeiro a liderar um cortejo de brinquedos."
In 7 fontes, por MDUS.
Porque, por uma ou outra razão, já todos nos esbarrámos com o Noddy pelo menos uma vez na vida. O post em questão, do qual reproduzo acima apenas um excerto é das melhores coisas que vi escritas sobre o assunto. 


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Laura Abreu Cravo a 17.04.2007 às 16:37

Caro Luís, A educação parental é, quanto a mim, o primeiro passo para resolver quase todos os problemas. As grandes lacunas humanas, mais do que de da falta de instrução nascem da falta de educação e bom senso. E isso, infelizmente, a partir de certa altura, não se adquire nem assimila. Tem de ser incutido desde sempre e, na melhor das hipóteses, evoluir com o crescimento.

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