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O 'Estádio' Social de Sócrates

por Carlos Nunes Lopes, em 22.05.11


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De O Homem D'ontem a 22.05.2011 às 22:28

o joao ganhava mais dinheiro a escrever programas de televisao.
hoje é o emigrante pouco inteligente mas muito preocupado com questoes de igualdade.
amanha talvez seja a mae solteira que acredita que a reduçao de apoios incentiva a inovaçao das maes solteiras (ali,na estrada de coina)
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De João. a 23.05.2011 às 03:29

O homem d'ontem é que não percebe, no alto da sua inteligência que a igualdade suportada por um ensino público bem qualificado, generalizado e gratuito, é o que cria condições de competitividade interna que, por sua vez, potencia o aumento da competitividade das empresas e a qualificação do trabalho.

Onde, no princípio, há menos igualdade no acesso à educação, as eliltes instalam-se nos seus nichos e temos grupos muito ricos que se perpetuam sem serem desafiados por emergentes e sem terem especial necessidade de inovar para se manterem no topo (a não ser que a competição venha de fora).

E nessa matéria o PSD não tem especial autoridade nesta matéria porque não consta que Cavaco Silva nos dez anos que esteve no governo tenha sido algum exemplo digno dos anais da nossa história na educação.

São os próprios cientistas portugueses a reconhecer que a ciência portuguesa está hoje com uma boa dinâmica e só quem não quer é que não vê o aumento da participação da ciência portuguesa na ciência mundial. Não somos os EUA, é verdade,  mas somos hoje melhores que ontem.

O eilitismo vazio e bacoco da nossa sociedade que perdurou séculos é que nunca produziu nada de jeito, mesmo nas colónias fundamentalmente extraía e vendia por atacado para depois comprar transformado ao triplo do preço.

O primeiro grande movimento de igualdade social na europa moderna foi sem dúvida o protestantismo e o acesso à economia que deu à burguesia comercial e industrial e foi a competitividade interna, entre iguais, que estimulou o desenvolvimento.


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De O Homem D'ontem a 23.05.2011 às 05:00

De João. a 23 de Maio de 2011 às 03:29

O homem d'ontem é que não percebe, no alto da sua inteligência que a igualdade suportada por um ensino público bem qualificado, generalizado e gratuito, é o que cria condições de competitividade interna que, por sua vez, potencia o aumento da competitividade das empresas e a qualificação do trabalho.

Onde, no princípio, há menos igualdade no acesso à educação, as eliltes instalam-se nos seus nichos e temos grupos muito ricos que se perpetuam sem serem desafiados por emergentes e sem terem especial necessidade de inovar para se manterem no topo (a não ser que a competição venha de fora).

E nessa matéria o PSD não tem especial autoridade nesta matéria porque não consta que Cavaco Silva nos dez anos que esteve no governo tenha sido algum exemplo digno dos anais da nossa história na educação.

São os próprios cientistas portugueses a reconhecer que a ciência portuguesa está hoje com uma boa dinâmica e só quem não quer é que não vê o aumento da participação da ciência portuguesa na ciência mundial. Não somos os EUA, é verdade,  mas somos hoje melhores que ontem.

O eilitismo vazio e bacoco da nossa sociedade que perdurou séculos é que nunca produziu nada de jeito, mesmo nas colónias fundamentalmente extraía e vendia por atacado para depois comprar transformado ao triplo do preço.

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o que cria competitividade e qualificaçao no emprego nao é o ensino publico bem qualificado meu anormal. misturar educaçao com competitividade empresarial é argumento faccioso.

o aluno é bom quer esteja no privado, quer esteja no publico. a razao pela qual se rejeita o ensino privado é porque os responsaveis do ensino publico receiam essa competiçao que tanto gosta de mencionar, porque sabem que a qualificaçao do ensino publico nao é assegurada como deveria ser. e isso é da responsabilidade dos mesmos que defendem o ensino publico.

a competitividade na empresa, e em portugal, a falta dela, está relacionada com os patroes que decidem comprar ferraris em vez de maquinas, com os gestores que ficam com os lucros de um produto que nao ajudaram a fabricar, e com os administradores que perferem mao de obra pouco qualificada, mal remunerada, e por isso vulneravel e influenciavel em vez de apostarem na formaçao e qualificaçao de trabalhadores que tanto gosta de mencionar. e é aqui que se criam os seus nichos, nao na igualdade de formaçao. porque um trabalhador que recebe formaçao e no qual a entidade empregadora investe passa a ter um valor acrescido que cria competitividade entre as empresas e pelo trabalhador. e é esse tipo de competitividade que os nichos nao aceitam. porque um trabalhador qualificado pode decidir sair, pode decidir inovar por si só, e ai passa a haver um acrescimo de competiçao interna que os senhores dos ferraris que gerem sweat-shops querem evitar para manter o nicho. é assim que se evita serem desafiados pelos emergentes, ao contrario daquilo que defende. e se mudar-mos a escala, é isto que se passa em toda a sociedade portuguesa. porque um cidadao sem liberdade economica nem competitividade a nivel de competencias nao é um cidadao livre, e como tal, está sempre dependente do dono do nicho.

é isto que o agravo em relaçao ao ensino privado promove. se tivermos apenas o publico, passa-se a garantir a mediocridade e sub-qualificaçao da força laboral.

e quantos desses cientistas que gosta de mencionar tiveram de obter os seus estudos ou no privado ou no estrangeiro? aposto que prefere nao saber a resposta nao é?

fala do elitismo bacoco que vende para comprar ao triplo do preço...esse lembra-me o elitismo bacoco que continua a mijar em cima da agricultura e das pescas para apostar nas importaçoes que agora pagam pelo nariz.
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De João. a 23.05.2011 às 05:58

Homem d'ontem: "a competitividade na empresa, e em portugal, a falta dela, está relacionada com os patroes que decidem comprar ferraris em vez de maquinas, com os gestores que ficam com os lucros de um produto que nao ajudaram a fabricar, e com os administradores que perferem mao de obra pouco qualificada, mal remunerada, e por isso vulneravel e influenciavel em vez de apostarem na formaçao e qualificaçao de trabalhadores que tanto gosta de mencionar."

O resultado da falta de competitividade das nossas empresas, meu normal, começou há muito tempo e não se muda só com remédios de curto prazo. Sem uma qualificação generalizada do povo assente num bom sistema público de educação simplesmente não há infraestrutura humana, digamos assim, para sustentar um aumento de qualidade das nossas empresas.

Será que a relação entre a fragilidade do nosso tecido empresarial e o facto de muitos de nossos empresários virem ainda do Estado Novo, com pouca formação escolar e técnica é uma mera coincidência?
O Estado Novo é o exemplo do que eu disse atrás. Umas elites industriais e um povo de Evaristos de retrosarias e de Zé povinhos criadores de galinhas. Os quadros médios  industriosos eram pouco significativos e eram absorvidos pelas ditas elites, e assim sem capacidade de iniciativa própria por falta de mão de obra qualificada e de acesso à tecnologia.

Não percebo em que é que o ensino público impede a existência de ensino privado. Que eu saiba existem em Portugal variadísimas instituições privadas de ensino e a melhora do ensino público em nada afecta a sua existência.

Quanto à ciência remeto-o para as declarações que uma cientista portuguesa já premiada internacionalmente fez no Prós e Contras em que participou Eduardo Catroga e Pedro da Silva Pereira. É nessas declarações e nos artigos felizmente cada vez mais recorrentes de bons exemplos da nossa ciência que leio nos jornais que eu me baseio.

Já você, quanto a isto, apenas vem com meias palavras.

Que muitos cientistas têm de completar a sua formação no estrangeiro é sinal de haver ainda muito trabalho a fazer, mas que mais hoje do que ontem haja trabalho reconhecido a ser feito em Portugal sinaliza por seu lado que se tem feito trabalho de casa.

O facto da Fundação Champalimaud ter sido inaugurada hoje e não ontem por si já mostra que hoje há mais confiança nas capaciadades científicas portuguesas do que havia ontem.

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