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Ainda a propósito do Dia de Portugal e das Comunidades

por Luís Filipe Coimbra, em 13.06.11

 

Enquanto ministro nos tempos da Aliança Democrática, Gonçalo Ribeiro Telles conseguiu fazer aprovar as leis de base das reservas agrícola e ecológica nacionais perante o olhar desconfiado de uma classe política já então concentrada em levantar voo a caminho do "fantástico progresso europeu" e do mirífico "desafio da competitividade global".

De então para cá celebrámos trinta 10 de Junho. E há trinta anos que eu o revejo nesta imagem, como que a desabafar: "eles estão a fazer tudo ao contrário... por aldrabice ou pura ignorância, estão a levar-nos para um grande desastre!".

Arrependido de lhe ter chamado "fidalgote", Mário Soares reconheceria publicamente que "o mal do GRT foi ter sempre razão antes de tempo".  E em 1994 agraciou-o com a Grã-Cruz da Ordem de Cristo.

Agora vai nascer um novo Governo. Para lá dos acordos com a "troika", o PSD e o CDS herdam um País com um défice alimentar de milhares de milhões e um "desordenamento do território" à medida da "bolha imobiliária" onde os bancos portugueses andam a respirar os ares da Irlanda.

E vêm tailandeses cultivar a terra porque com esta "modernidade cultural europeia", os nossos desempregados "já não estão nessa".

Eu não sei quem é que no próximo governo vai ter responsabilidades políticas sobre a agricultura, o ambiente e o ordenamento do território.

Mas antes de tomarem posse, não tenham vergonha, porque só vos ficará bem: batam à porta do Gonçalo e ele dar-vos-á os conselhos mínimos para que finalmente a palavra "reformas" passe a ser sinónimo de esperança.  


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Anónimo a 13.06.2011 às 03:37

Se o PSD não lhe deu ouvidos durante esses 30 anos, porque razão lhos vai dar agora?

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