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Desculpa, Afonso

por Carlos Nunes Lopes, em 14.06.11

Compreendo as tuas preocupações, mesmo as estéticas, em torno da parceria público-privada que dará ao interior do país um areal para banhistas.

Entendo - e aprecio - também a fina ironia a que recorrer para pôr o dedo no esquecimento do património arquitectónico e paisagístico, velho de séculos, do concelho de Mangualde no momento em que se tenta promover aquela terra pelo improvável areal.

Os capitais do investidor privado dizem respeito apenas ao próprio, desde que respeite a lei. O dinheiro que cada um despende a banhar-se num tanque de salga com 1,20m de profundidade, é matéria para a qual também não somos chamados.

A grande e pública questão é que a dita parceria público-privada, com investimento e recursos da autarquia envolvidos nas obras, não tem sequer um orçamento ou previsão que seja conhecido e credível. Tudo o que subsiste no meio da propaganda, são uns euros "atirados ao ar" numa resposta de algibeira à imprensa.

Iniciar uma parceria público-privada sem um orçamento ou uma "folha de obra" é reprovável, mas pior é terminá-la e inaugurá-la sem revelar a contribuição que coube a cada munícipe para a festa que amanhã arranca.

Tudo isto é bem mais sombrio do que o dito areal será na época baixa, o período em que a Câmara Municipal, de acordo com o contrato de parceria, fica a explorar, manter e conservar o espaço até ao regresso do privado, no Verão seguinte.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De João Lisboa a 14.06.2011 às 19:05

Por acaso, tanto a terra (Mangualde) quanto a ideia, contêm um potencial desmedido:

http://lishbuna.blogspot.com/search?q=mangualde

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