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Eu, que nasci depois do 25 de Abril, não quero saber para que foi que o fizeram. Nem a minha gratidão, por um dia de generosidade, se tem de estender para o dia seguinte.

 

Ao contrário de alguns amigos, eu defendo que devemos mesmo celebrar o 25 de Abril - mesmo apesar de Março, mesmo graças a Novembro. Com música se houver quem cante, com cravos se houver lapelas. Mas só lhes dou um dia, por ano - a eles, aos donos do dia.

 

O resto do ano celebramos nós. Nós que votamos, nós que elegemos, nós que escolhemos. 

 

Porque a Libertade porque lutaram ou é nossa ou não é. Porque, ou a Democracia é para respeitar todos os dias ou então não subsiste.

 

Claro que um capitão de Abril tem a liberdade da sua opinião. Mas, quando na sequência de uma eleição livre, vem dizer que um cidadão não pode ser ministro, o que quer isto dizer?

 

Quando um capitão de Abril, e presidente da Associação 25 de Abril, escreve no seu espaço associativo que "Paulo Portas não deveria ser ministro da República", para que foi que tivemos eleições? Ou temos uma constituição? Ou leis?... ou democracia?

 

Quando alguém, pelos seus feitos passados, se arroga a escrever que "estamos convictos que a maioria das portuguesas e dos portugueses comungam dos nossos ideais, estão connosco", está convicto porquê? quando a maioria dos votos livres das portuguesas e dos portugueses deu a "maioria" parlamentar a este governo, que não querem deixar que exista? E este plural, o "estamos", majestático-revolucionário porquê, por quem?

 

Quando isto acontece, como acontece com esta associação e com Vasco Lourenço, este "capitão" mostra-se apenas como um golpista, a quem não agrada a liberdade com que a democracia escolhe.

 

Vasco Lourenço viveu esse "dia inicial inteiro e limpo", como escreveu Sophia. Vasco Lourenço não suporta, no entanto, a última estrofe do poema: que "livres habitamos a substância do tempo". O dia inicial foi limpo, mas Vasco Lourenço sujou-se.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Bernardo Hourmat a 16.06.2011 às 10:26

De onde estou não consigo aceder ao link, mas tinha ideia que quem escreveu o artigo tinha sido Pezarat Correia...Ou não?
Que, na perspectiva do próprio, afirma que Paulo Portas não deve ser Ministro por estas e estas razões. No meu entender, não é o mesmo que dizer que "não pode".
Eu, que não sou nada de Abril, confesso que também não é uma figura que me agrade por aí além ter nas Necessidades...
Sem ofensa aos seus admiradores e simpatizantes.
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De scriabin a 16.06.2011 às 11:41

Mas porque é que o homem não pode dizer que o outro não pode ser ministro, por esta ou aquela razão? Isto é um espanto, nunca vi tal coisa.

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