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Para o João Miranda e LR toda a despesa pública se conta em "érre-tê-pês". A medida X vale meia RTP, o imposto Y equivale a 4 RTP, e por aí em diante.

 

Para estes bloggers, a primeira e única medida simbólica é a privarização total, absoluta e imediata da RTP. Nada deveria sobrar. Nem serviço público a contratar com privados, nem arquivo a preservar, nem canal internacional ou regional a emitir ou, sequer, trabalhadores a indemnizar. Tudo tem de ser imediatamente alienado, para as contas (os tais 300 milhões/ano) darem certas.

 

Isto só mostra que a questão é ideológica -a  privatização blitzkrieg ou Atlas revolta-se - e não orçamental.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De DBH a 02.07.2011 às 23:23

Caros A. Jorge e jcd,

Claro que a RTP dá prejuizo. É o custo de ter um serviço público: custa dinheiro ao contribuinte.

A alternativa clara é o fim do serviço público, de todos os canais da RTP e a não contratação desse serviço ao privado. Então discutamos se é necessário esse serviço: uma informação mais vigiada na neutralidade e nos critérios, uma programação nacional, um espaço para a cultura, documentários.Se não devem os portugueses que vivem foram dos centros urbanos ter direito a uma informação que lhes dê atenção - se é necessário ter delegações regionais ou se só interessam as notícias de Lisboa. Se as Regiões Autónomas (que têm órgãos políticos próprios) não têm o direito de ter um jornalismo dedicado - apesar do seu mercado ser demasiado pequeno para ser interessante para um player privado. Se a RTP Internacional e RTP África não devem ter um papel instrumental na nossa política externa, como escreve hoje o JPP.

Mas, neste caso, assuma-se que não deve haver serviço público nenhum. Que os órgãos de comunicação mais relevantes da nossa sociedade podem todos ser privado e, provalvelmente, em mãos de accionistas e interesses estrangeiros.

Ou, então, discuta-se se a RTP faz um mau serviço público. Indiquem-se os problemas, apontem-se soluções.

Pode este serviço público ser distribuido (contratado) com os privados? Esta é uma posição que agradaria aos actuais canais, com a receita publicitária a descer...

Ou ainda, discuta-se a forma como está a ser gerida a RTP. Os gastos, o número desnecessário de administradores...

O simples "venda-se" é, IMHO, simplista e demagógico. Ou então, como escrevi no post, ideológico.

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