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Eu gostaria de alertar os Srs.. do Blasfémias (João Miranda e LR e tb o meu colega e amigo Nuno Gouveia) que as vossas contas estão mal feitas. Apesar do valor não ser totalmente desprezível, a contribuição do orçamento do estado para o financiamento operacional da RTP é de pouco menos de 110 milhões de euros e não de 250 M € como parece indiciar o vosso post. Confundem taxas com impostos, sendo apenas estes últimos a financiar os 110 milhões de Euros que a RTP recebeu em 2010 e cujo valor será menor em 2011. Vale ainda a pena esclarecer que a mesma empresa libertou 36 M € de cash flow operacional, ou seja, de uma forma simplista poderemos assumir que o encargo para o erário público foi de apenas 70 M € ou seja menos de 30% do valor por vós apresentado.

 

Peço-vos ainda que me esclareçam o que fariam à divida existente na empresa e qual o valor ( negativo) que teria hoje uma RTP a privatizar, sem contribuição audiovisual nem a indemnização compensatória, com uma divida de 750 milhões de euros e com capitais próprios negativos – ou seja em situação de falência técnica? Se o método de avaliação fosse o DCF ou o múltiplo de Ebitda, quantas centenas de milhões teriam de pagar ao operador privado, para que este procedesse à restruturação necessária? 750 M €? 1000 M €? 1250 M €?

 

Eu que não gosto da rede tentacular do estado no universo empresarial, tanto ou mais do que vocês, faz-me alguma confusão entregar um activo importante a um operador privado e ainda lhe passar um cheque com impacto directo na divida do vendedor -  Estado. Num ano, correríamos o risco de ver a divida aumentada em pelo menos 500 milhões ( 750 + 500) , apenas por um devaneio ideológico, esse sim demagógico.

 

PS a questão é muito mais profunda, não é apenas financeira, tem muitos "sses". Valeria a pena reflectirem um pouco mais sobre os prós e cons da opção.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Anónimo a 03.07.2011 às 13:39

A RTP tem de desaparecer e a SIC e a TVI quase ninguém vê


Eu não quero uma RTP com uma contribuição audiovisual mensal dos contribuintes portugueses nem com indemnizações compensatórias quer tenham uma divida de 750 milhões de euros ou menos e com ou sem capitais próprios negativos.


Com programas a fazer de todos idiotas e estúpidos como os do Malato e o do Viva o Gordo.



RTP onde se pagam ordenado que vão muito acima dos 35.000 €uros para se fazer uma porcaria de televisão.
 
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De Daniel Marques a 03.07.2011 às 14:00

Caro Manuel,

O problema de escolher opcoes anti-natura é que depois metemos os pés pelas maos porque os argumentos nao nos aparecem com naturalidade.
Nao vi os numeros mas se a RTP gera Cash-Flow Operacional Positivo antes de taxas e subvencao entao a avaliacao utilizando DCF desconta ah Divida, nao adiciona. Caso a RTP gere Cash-Flow operacional positivo apos taxas e subvencoes entao a questao eh se as receitas de publicidade futuras podem cobrir a perda dessas receitas. Sem esquecer as possibilidades de cortar na despesa. Isso implicara uma restruturacao com custos? Náo é problema do Estado. Se o Estado nao quer pagar ou quer receber simplesmente escreve no caderno de encargos isso mesmo. O pior que pode passar eh nao haver comprador. O Manuel antecipa-se ao mercado e assume isso mesmo: Ninguem quer comprar um Buraco sem solucao.
Assumindo que a RTP eh um sorvedouro que ninguem consegue controlar nao sei porque lhe chamam um activo . A RTP tera activos importantes mas nao se pode chamar um activo a um buraco sem fundo para os dinheiros publicos. O que o Estado tem entao que fazer eh identificar os activos da RTP, rentabilizando (vendendo) os que sao rentabilizaveis (licencas, instalacoes e obviamente a experiencia e qualificacao dos recursos humanos) e descobrindo uma solucao para os "activos¨ culturais (arquivo, etc).
Ha mil solucoes para privatizar a RTP.
E sabe qual eh a diferenca entre taxas obrigatorias e universais e impostos: demagogia...
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De Maria Teixeira Alves a 03.07.2011 às 14:21

Este seu post Manel, tem o efeito oposto ao que pretende. Lendo isto, fico a pensar porque não vender a RTP o quanto antes. Apenas 70 milhões?! Os subsidios de Natal dos Portugueses deverão ao Estado 800 milhões, logo o financiamento operacional da RTP é quase 9% disto. Depois fala de uma dívida de 750 milhões e capitais próprios negativos. Meu Deus, venda-se a RTP. Pode vender-se uma empresa com o seu passivo, obviamente com reflexo no preço da venda. Vê? Estes argumentos não "colhem", para o fim que pretende.
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De Maria Teixeira Alves a 03.07.2011 às 14:22

Este seu post Manel, tem o efeito oposto ao que pretende. Lendo isto, fico a pensar porque não vender a RTP o quanto antes. Apenas 70 milhões?! Os subsidios de Natal dos Portugueses deverão dar ao Estado 800 milhões, logo o financiamento operacional da RTP é quase 9% disto. Depois fala de uma dívida de 750 milhões e capitais próprios negativos. Meu Deus, venda-se a RTP. Pode vender-se uma empresa com o seu passivo, obviamente com reflexo no preço da venda. Vê? Estes argumentos não "colhem", para o fim que pretende.
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De MCB a 03.07.2011 às 14:38

Daniel e Maria
Desculpem a resposta curta, mas no iPhone não é fácil. Em nenhum lado me ouvem dizer que sou a favor de manter o actual nível de custos ou que as indemnizações compensatorias devem manter o mesmo valor. Mas este não é o momento.
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De Algarve a 03.07.2011 às 14:39


Como é que uma emissora de TV dá 750 milhões de euros de prejuizo caso não receba dinheiro do estado?
Esta país está muito mal organizado em termos de administração(vejo bem isso na empresa em que estou),existe muitas coisas que se deviam cortar e outras que se deviam financiar.Na minha opinião era melhor pôr pastores a administrar empresas do estado do que economistas com Masters de tudo e mais alguma coisa e que depois só servem para criar buracos financeiros de dimensão incalculavel.Se fossem pastores nunca fariam  tão grande numero de escandalosas asneiras pelo simples motivo que não sabiam como.É quase impossivel gastar tanto dinheiro mal gasto.
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De rui a a 03.07.2011 às 14:51

Desculpe lá a minha ignorância, mas por que razão uma empresa «em situação de falência técnica» continua a ser «um activo importante» do estado português?
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De Tiago a 03.07.2011 às 15:25

O seu comentário é contra a livre competição entre pessoas e a favor de monopólios. Porque crê que a existência de um mercado não livre é melhor para a qualidade da televisão? só estabelecendo uma comparação: se tivessemos monopólios assim nas companhias aéreas, conseguíamos ter viagens a 15 euros para londres por exemplo como aquelas que a ryanair oferece? A sua avaliação a-ideológica está a interferir em novos programas cuja qualidade poderia ser muito melhor que a actual. Está a impedir que novas formas de comunicação apareçam. Está a impedir o desconhecido...Está a impedir que alguém com uma visão diferente, com meios diferentes possa participar na televisão em pé de igualdade. Em ultima análise você é contra a criatividade, porque crê que a situação actual é boa e portanto não há necessidade de alterá-la, para uma hipótese que poderá ser pior. Ao excluir a ideologia está a cair no reino da futurologia...
Privatizar a rtp pode ser bom para a economia ou mau, ninguém vai saber... se se conseguisse adivinhar o futuro económico não estaríamos nesta situação. Por não existirem princípios, e apenas "economistas adivinhos"como o senhor é que estamos nesta situação...
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De oscar maximo a 03.07.2011 às 16:22

Uns confundem taxas com impostos, outros não ficam atrás e parecem confundir activos com passivos.
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De lucklucky a 03.07.2011 às 16:41

Só resta rir.  
Se isto é um sinal da narrativa futura o novel e já inútil Governo vai preferir os inimigos.

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