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Uma agência de rating europeia? Apoiado. Não vale a pena termos agências independentes, que ainda por cima sustentamos e protegemos da concorrência, se elas não fazem o seu papel. E o papel das agências não é analisar os riscos de incumprimento dos países devedores. É fechar os olhos a esses riscos porque amigo não empata amigo.

 

O Banco Central Europeu, aliás, é um bom exemplo de camaradagem – e a Moody’s devia por os olhos no sr. Trichet, que todas as semanas lá vai rasgando mais uma regra da casa para continuar a aceitar o lixo (colateral) dos países insolventes.

 

Uma verdadeira agência europeia, de preferência financiada e regulada pelo nosso amigo Trichet, seria uma instituição compreensiva e democrática, que convidaria cada estado-membro a atribuir a si próprio uma notação financeira. A coisa oscilaria entre o ‘Somos os Maiores’ e um modesto ‘Cá nos Vamos Aguentando’. Derrotismos é que não. E se o leitor pensa que um tal cenário seria o descrédito da zona euro e, ironicamente, um reforço da credibilidade das agências independentes, um pedido: por favor, não agoire.

 

João Pereira Coutinho


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De lucklucky a 10.07.2011 às 16:31

Aprenda a fazer contas João.
Só nos primeiros 5 meses do ano a Dívida aumentou 8%. A Economia teria de crescer a 4% no mesmo período para cobrir este crescimento.

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