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Uma agência de rating europeia? Apoiado. Não vale a pena termos agências independentes, que ainda por cima sustentamos e protegemos da concorrência, se elas não fazem o seu papel. E o papel das agências não é analisar os riscos de incumprimento dos países devedores. É fechar os olhos a esses riscos porque amigo não empata amigo.

 

O Banco Central Europeu, aliás, é um bom exemplo de camaradagem – e a Moody’s devia por os olhos no sr. Trichet, que todas as semanas lá vai rasgando mais uma regra da casa para continuar a aceitar o lixo (colateral) dos países insolventes.

 

Uma verdadeira agência europeia, de preferência financiada e regulada pelo nosso amigo Trichet, seria uma instituição compreensiva e democrática, que convidaria cada estado-membro a atribuir a si próprio uma notação financeira. A coisa oscilaria entre o ‘Somos os Maiores’ e um modesto ‘Cá nos Vamos Aguentando’. Derrotismos é que não. E se o leitor pensa que um tal cenário seria o descrédito da zona euro e, ironicamente, um reforço da credibilidade das agências independentes, um pedido: por favor, não agoire.

 

João Pereira Coutinho


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De João. a 10.07.2011 às 03:21

Acho muito difícil levar o JPC a sério. É um beato moralista, passo a redundância. 

O BCE, portanto, não seria isento, mas as outras agências sediadas nos EUA já são, ou seja, quer nos fazer crer que, ao contrário do que seria o BCE, elas são isentas face ao seu próprio país e às enormes pressões que sofrem da Casa Branca e de Wall Street. O rating AAA dos EUA é o sinal disso mesmo, de falta de isenção.

Mas é assim, há quem goste das opiniões deste sujeito.
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De João. a 10.07.2011 às 04:26

Leia-se "quer-nos fazer crer" em vez de "quer nos fazer crer".


 

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