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Uma agência de rating europeia? Apoiado. Não vale a pena termos agências independentes, que ainda por cima sustentamos e protegemos da concorrência, se elas não fazem o seu papel. E o papel das agências não é analisar os riscos de incumprimento dos países devedores. É fechar os olhos a esses riscos porque amigo não empata amigo.

 

O Banco Central Europeu, aliás, é um bom exemplo de camaradagem – e a Moody’s devia por os olhos no sr. Trichet, que todas as semanas lá vai rasgando mais uma regra da casa para continuar a aceitar o lixo (colateral) dos países insolventes.

 

Uma verdadeira agência europeia, de preferência financiada e regulada pelo nosso amigo Trichet, seria uma instituição compreensiva e democrática, que convidaria cada estado-membro a atribuir a si próprio uma notação financeira. A coisa oscilaria entre o ‘Somos os Maiores’ e um modesto ‘Cá nos Vamos Aguentando’. Derrotismos é que não. E se o leitor pensa que um tal cenário seria o descrédito da zona euro e, ironicamente, um reforço da credibilidade das agências independentes, um pedido: por favor, não agoire.

 

João Pereira Coutinho


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Moddy's Scrutinizing a 10.07.2011 às 12:37


Os Novos Bodes Bodes Expiatórios


Mas eles não têm vergonha, nem nunca terão, a Moddy's exagerou ao ultrapassar-se e antecipar-se em muito àquilo que é inevitável, falar sobre tudo o que mexe e que não mexe em Portugal e o que está mal e vai para muito pior. Portugal é um país quente e os portugeses não gostam nem sabem trabalhar, têm sempre que arranjar umas desculpas e e uns bodes-expiatórios para as suas desgraças e para os seus problemas. Falta de crédito (money) e de credibilidade e ninguém os pode salvar, nem a Europa. O Presidente da República que pelos vistos parece andar tão solto e acordado pode ser que tenha uma carta na manga, como sempre tem aliás! Não se façam à vida não e vão ver o que aí vem.

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