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O João Galamba não tem razão!!!

por Manuel Castelo-Branco, em 07.12.11

Gosto do João Galamba, é um tipo estruturado com uma boa formação económica.  Teve, antes da sua carreira política, uma função de consultor, e tanto quanto me lembro, deixou boas recomendações por onde passou. Como deputado, é uma boa surpresa e revelação. No entanto, relativamente ao conteúdo da discussão com o Governador do Banco de Portugal,  justificada em artigo no Diário de Noticias de hoje, o João está profundamente errado. Parte de pressupostos errados, por isso só poderia chegar a uma conclusão errada.

Senão vejamos:

 

1. As fontes de financiamento são indiferentes: i.e., é idêntico para os Bancos financiarem-se junto do BCE ou nas suas fontes de financiamento tradicionais;

 

Não é verdade porque (i) o financiamento junto do BCE é financiamento de curto prazo que não deve, numa economia saudável,  ser utilizado para financiar crédito de médio e longo prazo e (ii) acaba por ter uma conotação negativa porque, quanto maior for o peso do BCE no financiamento total de um banco, maior a indicação de que esse banco tem dificuldades de acesso a financiamento e, em última análise, de acesso a  liquidez. É isto que está a acontecer com os bancos Portugueses.

 

2. O financiamento junto do BCE pode /deve funcionar como fonte estrutural de financiamento à economia

 

Como Banco Central que é, o BCE funciona como “lender of last resort “ mas não lhe compete conceder financiamento estrutural à economia. Esse foi um dos erros que se cometeram em Portugal durante a primeira metade de 2010 em que (alguns) bancos estiveram a conceder crédito contra financiamento crescente junto do BCE, obviamente a margens muito interessantes (precisamente porque o funding BCE é a curto prazo), logo necessariamente de valor baixo.

 

3. A capacidade de concessão de crédito é independente da forma como este é financiado

 

Não é verdade por 1 e 2 acima: a capacidade de concessão de crédito depende da capacidade de acesso a fontes de financiamento estáveis e adaptadas à maturidade do crédito. Ou seja, um empréstimo concedido por um banco num determinado prazo, deve estar associado a um financiamento de ( interbancário, obrigacionista, etc) com período semelhante.

 

4. O crédito é que gera riqueza e poupança e não o contrário (esta parte é a intelectualmente mais frágil do artigo)

 

"a poupança não pode anteceder a concessão de crédito porque, no momento em que um crédito é concedido, o rendimento a partir do qual se pode poupar ainda não foi gerado"

 Pressupõe que existe uma fonte de liquidez externa qualquer (vg.  BCE) que pode dar todos os fundos necessários para o novo crédito; pior ainda: pressupõe que pode existir crédito sem geração prévia de riqueza. É a poupança, via a constituição de depósitos bancários, de investimentos obrigacionistas que gera a liquidez necessária à consessão do crédito.

 

5. E por ultimo, talvez o erro mais grave no texto do João: Se os bancos não tivessem dívida pública não teriam mais liquidez disponível e não teriam emprestado nem mais um euro à economia

 

Essa dívida pública foi financiada pelo BCE. i.e., se eu compro 100 de DP, e a financio junto do BCE, tenho que a entregar como colateral e, por cada 100 adquirido recebo 91 de financiamento, que serviu para pagar os 100. Não só não sobrou nada para crédito, como ainda tive que por 9 de funding meu). Desta forma, a compra de dívida pública financiada pelo BCE retira efectivamente espaço de concessão de crédito aos Bancos porque essa DP só pode ser financiada junto do BCE. E, a partir de um determinado ponto, o recurso ao BCE torna-se num ciclo vicioso (vide Grécia).

 

Por ultimo é de referir que esta escola de pensamento, não é nova, mas é tremendamente perigosa. Foi aliás, este facilitismo e irresponsabilidade confundindo o estrutural  com recurso de curto prazo que nos levou a tapar o Sol com a peneira.  Estivemos a sustentar artificialmente a economia no desde o fim de 2009. Pelos vistos, ainda hoje  José Sócrates se recusa a ver a realidade, tal o disparate que diz por essas tertúlias parisienses. Infelizmente o João ainda não fez o acto de contrição, não se arrependeu dos erros do passado.  Continua equivocado.

 

PS.Sobre o incidente com o Governador do Banco de Portugal, não vou comentar. Pessoalmente prefiro o estilo do Ministro das Finanças, mas nem sempre é fácil manter a serenidade quando o combate é muito agressivo. E a verdade, é que ás vezes as discussões são duras e neste caso o Governador tinha razão.!!


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De João. a 07.12.2011 às 17:25

"E por ultimo, talvez o erro mais grave no texto do João: Se os bancos não tivessem dívida pública não teriam mais liquidez disponível e não teriam emprestado nem mais um euro à economia."
 
Isto é verdade e não um erro como diz o autor do post,. Se os Estados não emitissem dívida pública os bancos teriam muito menos lucros. Só não vê isto quem quer esconder o funcionamento do sistema financeiro, como é que esse sistema conseguiu destacar-se da pura relação com o tecido empresarial.

A dívida pública é também uma garantia, para os bancos, contra as crises económicas, já que no risco de falências e de uma diminuição da procura de crédito pelas empresas e as famílias os bancos podem canalizar os seus negócios para a compra e venda de títulos de dívida pública.
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De João. a 07.12.2011 às 17:26

Só para dizer que sou João mas não o João Galamba.
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De felizmente para ele suponho a 07.12.2011 às 19:45

As dívidas nacionais por definição são eternas e logo é ir esperando que alguém dê umas esmolas de tempos a tempos
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De Felizmente nem sou João a 07.12.2011 às 19:45

Nem Gambá
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De João. a 07.12.2011 às 19:54

Não é por definição, mas em concreto. As definições são propostas abstractas cujo valor não reside em si mesmas, senão enquanto se tomem como irrelevantes.

É no concreto que as dívidas dos países são geridas, como diz Sócrates, e não pagas.

Pode-se argumentar que Sócrates geriu mal a dívida pública mas que a solução seja pagar a dívida pública, zerá-la, porque pagar é isto, é zerar, isso sim, é uma solução de crianças.  

Gerir, por sua vez, remete para dirigir os tempos de pagamentos e de empréstimos consoante os interesses, as forças em presença, as necessidades calculadas, etc. É um processo mais complexo mas que é o que se verifica no concreto.
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De vader a 07.12.2011 às 17:38


http://www.youtube.com/watch?v=GsyqLZjURi8&feature=player_embedded (http://www.youtube.com/watch?v=GsyqLZjURi8&feature=player_embedded)#!
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De pedro a 07.12.2011 às 18:00

desde que li aquela da impressora até penso que para certas pessoas deviamos ter censura prévia.E certos inimputáveis tem de voltar a ser internados pois quando estão fora não tomam os medicamentos.
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De Purquê achas que beneficiavas com a 07.12.2011 às 19:47

um transplante cerebral?

olha qui não olha qui não isso é encefalopatia galopante
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De tric a 07.12.2011 às 18:54

"Gosto do João Galamba, é um tipo estruturado com uma boa formação económica."

boa formação económica!!!??? e já estavamos nós todos na miséria, super endividados!! e ainda defendia o TGV e as Grandes Obras...Que Portugal se livre o mais rapidamente de tão doutos ecónomistas...e ao mesmo tempo tambem se podia livrar da tralha económica que "pastea" pelo Banco de Portugal


o trólaró do Galamba, quando esteve à frente do trólaró do Governador do Banco de Portugal, não lhe respondeu...passados dias, aparece no Jornal da Cãncio a responder ao Governador...a palhaçada lisboeta, continua...é só prima-donas...
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De mais vale primas das donas a 07.12.2011 às 19:49

Que donas das primas...além de bondage incestuosa gay
acho que cai no âmbito
da escravocracia putolítico-sexualis
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De Anónimo a 07.12.2011 às 19:14

Manuel, que texto brando, que tom urbano. Onde está a raiva? Isto é de mais.
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De Por vezes até de ter raiva tenho medo a 07.12.2011 às 19:51

mas ahorita mesmo tou um cão raivoso de segunda

in ingleis sokratista a mad dogue de monday
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De PALAVROSSAVRVS REX a 07.12.2011 às 19:15

Manuel, que texto brando, que tom urbano. Onde está a raiva? Isto é de mais. Paupérrimo este post.
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De Atão o medo perdeu-se? a 07.12.2011 às 19:56

i inda dizem cus homes do norte sunt todos
uns pintes da costa carago....

é só paroles é só paroles

mim bai indo pra 2012 antes ca interneta mafete inda mais a cacholeira

é ca raiva pega-se e principalmente paga-se
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De Javalis enraivecidos não são javelins a 07.12.2011 às 19:40

ou outro lins ou links de ocasião



 
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SOKRATESCAUGHT IN THE ORGAN DRAFT- BRAINS IN NEED FOR ZOMBIES AS DÍVIDAS POR DEFINIÇÃO SÃO ETERNAS NÃO SE PAGAM-

AS DÍVIDAS POR DEFINIÇÃO SÃO ETERNAS NÃO SE PAGAM

SOKRATES CAUGHT IN THE ORGAN DRAFT- BRAINS IN NEED FOR ZOMBIES

IN INGLEIS TECHNOCRATICUS

THE DEBT POR DEFINITION ARE ETERNAL PAYNÃO PÁNÃO PÁNÃO

WHAT A FINE GOD YOU ARE

CAN YOU SPARE A MIRACLE OR TWO

TEN CENTIMETRES OF ECONOMIC NERVE

A CHOICE LITTLE SEGMENT OF EURRO

A SMALL CRISP DOCUMENTA A TREATY OF TRAITORS

THE LIFE SUPPORT SYSTEMS OF SOKRATES ARE LOW

THE ECONOMIC WAR GOES ON

MI SO HAPPY
 
2012 deve ser melhor
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De Joaquim Amado Lopes a 07.12.2011 às 19:50


Manuel,
Se o João Galamba comete todos os erros que indica, então é mais do que óbvio que não pode ser "um tipo estruturado com uma boa formação económica".


E, como o vídeo demonstra, nem sequer é educado. Acho mesmo que foi mais a falta de  educação do que a demonstração de ignorância e desonestidade intelectual (por que o João Galamba é por demais conhecido) que levou o Governador do Banco de Portugal a "puxar-lhe as orelhas".
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De Todo o bom economista comete erros a 07.12.2011 às 20:00


Se cometer fraudes é muito bom

se contribuir massacres económicos e crises globais
diz-se que é excelente

se for de raiz marxista diz-se vintage

e não se chamam erros são faux-pas

faux pas para uma falsa pax

senão comete erros diz-se um emmeritus cavacus

senão percebe nada de economia pode dar-se só ares
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De mais vale Galamba de ajuste directo a 07.12.2011 às 20:10

que maçonaria de consultadoria desconhecidaImage
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De João. a 07.12.2011 às 20:44

A questão é que é a economia que não percebe nada de si mesma. O que é fantástico é que nós - porque nos jogam com uns termos técnicos à cara - estamos ainda assim, dispostos a prestar vénias e obséquios aos economistas.
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De a.pinho cardão a 07.12.2011 às 21:05

Não valia a pena gastar tanto latim com tão ruim actor.
Mais um dito economista, a pedir meças a Teixeira dos Santos e ao António Mendonça.
Irá longe, como político académico (também anda a doutorar-se em filosofia...) e como académico político. 
Neste país de comunicação social ignorante já tem o caminho feito. Todos os dias o veremos a opinar sobre economia e finanças públicas. Será uma vedeta. Mais uma...
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De João. a 07.12.2011 às 21:13

Pessoalmente falava do Costa do Banco de Portugal, que me pareceu estar em posse de algum dogma divino a que os comuns mortais não acedem.

"Crowding out" pareceu-me ser essa entidade olímpica que o profeta Costa anunciou como anjo vingador das suas teses. Só queria saber é como é que se destaca um aspecto, esse "crowding out", de um processo cheio de outros aspectos como o  relativo ao sistema de financiamento dos bancos e dos Estados, e se toma esse aspecto como a verdade do todo.  
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De dass a 07.12.2011 às 21:56


Com razão ou sem ela, a falta de educação no Parlamento é um insulto a todos os portugueses. E onde falha a educação, falha tudo.

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