De João. a 21.12.2011 às 00:34
É evidente que em Portugal sempre se incluiu a imigração como uma opção. O que vocês teimam em não perceber é a diferença entre a emigração ser uma opção como sempre foi, sem nenhum governo ter de sugerir ou deixar de sugerir, e ter o governo, agora, já por duas vezes, a sugerir directamente a portugueses que emigrem.
De João. a 21.12.2011 às 01:10
O Rangel também já se juntou à festa. Já pede uma agência para a emigração e tudo.
De kurtz a 21.12.2011 às 01:33
A ver se eu entendo: sempre foi uma opção, o que significa que toda a gente sabia que poderia ter que ser preciso. Mas se o primeiro-ministro diz que pode ser preciso, vai tudo abaixo. Santa hipocrisia que anda por este país, é só dizer mal porque sim.
Pessoa em dificuldades: "Isto está mau... Quem sabe se terei de emigrar?...".
Primeiro-ministro: "Pessoal, isto está mau, se calhar vão ter de emigrar...".
Hipócritas: "Pessoal, o primeiro-ministro deu-nos uma ordem directa para emigrar!!! Que vergonha, que fascista, que ultra-neoliberal, que derrotista, que mentiroso!!".
De João. a 21.12.2011 às 01:59
A questão é que o Passos coloca-se como redundante, a abrir portas escancaradas. Isto é que é escandaloso, especialmente depois de andar a falar sobre como a baixa da TSU iria fomentar o investimento estrangeiro e a criação de emprego. Agora nem baixas de TSU nem fomento ao investimento estrangeiro. Nada.
E depois nem parece saber que emigrar como professor, mesmo para os países lusófonos, é das saídas mais difíceis e burocráticas. Enfim, é o que dá um PM limitado nas ideias.
Você quer que nós esqueçamos as propostas de Passos quando se apresentou a eleições. Lamento mas de minha parte não me vou esquecer, principalmente porque o PSD quis ir a eleições antes do mandato do anterior governo terminar. Só faz isto quem está certo de ter uma melhor proposta para o país - a proposta do PSD, no entanto, está a ser desastrosa. O combate ao desemprego afinal é pelo estímulo à emigração e não pelo aumento do investimento em Portugal.
(Até a Nissan já se pôs a milhas. Eu se tivesse uma empresa a apostar num segmento da mobilidade eléctrica e no investimento fora do país e deparasse com um governo que acha que isso da mobilidade eléctrica é uma tolice concerteza que não iria investir lá onde esse governo governa. É que vocês pensam, erradamente, que as empresas não olham para os governos, nomeadamente no que respeita às posições que toma sobre os produtos que desenvolvem, mas elas olham a isso e não vão arriscar ser enxovalhadas pela base de apoio do governo em funções)
De João. a 21.12.2011 às 02:07
E já há brasileiros a perguntar, e bem, sobre a parte que lhes toca, de onde é que Passos tirou a ideia de que o Brasil não tem capacidade de prover o seu sistema de ensino com professores brasileiros.
De kurtz a 21.12.2011 às 02:48
Vá, animem-se porque duvido que Passos peça desculpa (não há razão para o fazer) ou se demita por isto (o sonho molhado do Seguro). Portanto, siga-se em frente, isto são só tretas de quem já não sabe por onde pegar para dizer mal.
Logo Brasuca importa tudo o que tiver sotaque mesmo que fale baixinho
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