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sobre a lei da cópia privada

por Rodrigo Moita de Deus, em 19.01.12

A lei da cópia privada é aquela coisa que quer taxar os fabricantes de equipamentos de reprodução e armazenamento de multimédia para redistribuir o valor pelos autores e criadores. A Jonas não gostou do meu argumento sobre o assunto. Disse-me que esperava melhor e eu não gosto de desiludir as pessoas. Aqui fica um novo argumento. Dez novos argumentos.

 

Argumento vintage – A taxa já existe. É aplicada aos gravadores de cassetes. Deixar a lei como está seria injusto para com os milhões de consumidores que ouvem música em cassete.

 

Argumento “isso é uma margem de lucro no teu bolso ou estás feliz de me ver”  – os mesmos equipamentos são mais baratos em Espanha. Já com a taxa.  

 

Argumento “por favor guarda a tua margem de lucro só para ti” – a taxa não se aplica ao consumidor. Aplica-se ao fabricante.

 

Argumento ingénuo – o meu disco de 1tera serve para guardar documentos de word

 

Argumento mesmo muito ingénuo – os discos multimédia não servem para guardar conteúdos multimédia.

 

Argumento 25 de abril – o António Ferro nunca concordaria com este modelo. Ele seria sempre contra qualquer solução que impedisse o Estado de financiar diretamente toda a criação cultural.

 

Argumento Churchill – este modelo é o mais injusto dos modelos à exceção de todos os outros.

 

Argumento da troika – todos os países da europa têm este modelo de contribuição. Revoga-lo em Portugal criaria um fenómeno de concorrência ilegal na venda de equipamentos informáticos dentro da união europeia;

 

Argumento custo benefício  – nunca gastei tanta energia por causa de 5 centimos numa pen drive.   

 

A Jonas continuará na sua ativa campanha pela proteção dos fabricantes chineses de discos rígidos - essa importante indústria para a economia nacional. Eu entre os Gigas e as pessoas prefiro fazer campanha pela pessoas.  

E agora vou ali fazer o download do braveheart para o meu disco externo de 500 gigas e já volto.

 

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comentários

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De Anónimo a 19.01.2012 às 13:06

E que tal taxar também os cadernos pautados, assim quem fizer cópias de textos contribui para os artistas, mesmo que só escreva gatafunhos... e já agora taxem também as esferográficas e os lápis, porque afinal sem eles não conseguimos copiar os textos.... Esperem, e que tal todos os investigadores que desenvolvem tecnologia,  taxarem os artistas por lhes disponibilizarem meios de difusão do seu trabalho? afinal seja em que meio for que o façam, existe sempre tecnologia envolvida e quem a desenvolve tb tem direito a um pé de meia quando se reformar...  Tenham mas é paciência que esses argumentos dos coitadinhos dos artistas já mete dó... Se é verdade que eles têm direito ao que criam, também muitas outras profissões têm o mesmo direito pelo contributo que dão à sociedade... tenham juízo...
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De Anónimo a 19.01.2012 às 13:07

ahhh esqueci-me de me identificar... Alexandre, Tavira

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