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Pacheco Pereira vs Manuel Forjaz

por Manuel Castelo-Branco, em 16.02.12

Nunca alinhei com a ideia de transformar Pacheco Pereira na mascote do 31daArmada. JPP não me fascina, mas também não me cria nenhum tipo de reacção negativa. É um comentador como tantos outros, quiçá mais inteligente e culto que a média dos seus pares, mas ainda assim, alguém que tem uma opinião muito vincada e assertiva sobre muita coisa. Talvez coisas a mais. Como alguém que comenta e não executa, tem a liberdade de manipular, imaginar, criar partir de pressupostos incorrectos para chegar a conclusões erradas.

Já o Manuel Forjaz, é meu amigo há 20 anos. É um homem polémico, extrovertido, dinâmico e empreendedor. É talvez o homem mais criativo que conheci, que mais entusiasmo e motivação consegue transmitir. Geriu negócios em empresas nacionais e multinacionais, criou empresas e desenvolveu ideias. Gerou emprego, criou riqueza. Pelo meio teve desaires, insucessos mas sempre se recompôs.

No jornal Público da semana passada, JPP descobriu uma luta de classes entre “ o descomplexado competitivo” e o “preguiçoso autocentrado.”  imaginou que há uma parte do País que culpa e a outra, ou que tudo é determinado pelo acaso. JPP, mais uma vez enganou-se. Partiu de premissas erradas e chegou a conclusões utópicas.  Num debate sobre o desemprego, resolve tudo com o primado da história sobre as restantes matérias. Sintomática a ilusão!!

 

"A luta de classes" de JPP vs "Os descomplexados productivos" de Manuel Forjaz


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Minhoto a 17.02.2012 às 00:36

Não li o artigo do Manuel Forjaz, contudo do que vi e ouvi nos Prós e Contras só posso concordar, e esse a meu ver parece ter mais autoridade na matéria do que o Passos Coelho, li o artigo do JPP e não concordo com tudo o que foi escrito e como foi escrito, não concordo que se tente diluir a responsabilidade das escolhas pessoais que se fazem na vida na sociedade, hoje estar desempregado tem na maioria dos casos uma razão, que ao próprio diz respeito, nas decisões que tomou no passado. Pessoas como o JPP nestes temas não evoluíram da sua própria luta de classes marxista, que não sendo a tradicional, é a que mais lhes toca, sendo esta a do Intelectual/Operacional ou se quisermos  Arquitecto/Executor ou até  como no livro 1984 Partido Interno/Partido Externo, 
sendo o JPP um intelectual que nunca construiu o seu próprio engenho faz-lhe muita confusão (e deve fazer mesmo) que um homem como Manuel Forjaz também intelectualize, ou seja está a crime-pensar. É normal que um trabalhador da classe média que tem no seu dia-a-dia 8 reuniões por semana, troque 
dezenas de mail e sms por dia, fale por telefone com milhares de pessoas por ano, tenha deadlines dos projectos, trabalhos e relatórios para cumprir e ao fim de semana ter tempo de qualidade com a sua família não tenha tempo para se cultivar como JPP, tem-no nas férias e tem uma algo que escapa a pessoas como JPP, tem o método científico que o organiza mentalmente e o ajuda a buscar o conhecimento. O próprio JPP mostra um pouco de ignorância ao ter uma visão romântica, numa escola filosófica seródia, típica das academias portuguesas (todas e então às engenharias e economias falta realmente uma vertente das ciências humanas pois são um deserto cultural) sobre a Matemática Pura, Física Teórica e biologia Molecular, que nasce da intrusão atrevida de ignorantes de outras àreas.

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