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e mexia não é certamente alfredo da silva

por Rodrigo Moita de Deus, em 13.03.12

Eu compreendo a tese. Compreendo que o país precisa de favorecer grandes grupos económicos portugueses capazes de gerar riqueza. Como a CUF ou grupo Champalimaud foram. Como a SONAE e a Jerónimo Martins são. Lembro apenas que a EDP não só não é portuguesa, como não gera riqueza. Discutiamos até o contrário.


lavagem de mãos e outras medidas profiláticas

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De Luís Maria Champalimaud a 21.03.2012 às 11:19


Caro Rodrigo Moita Deus,

Gostaria que, caso seja possível, exemplificasse em que momentos o extinto "Grupo Champalimaud" foi "favorecido" pelo Estado Português.
Até à revolução, foram vários os momentos em que o Sr. António Champalimaud lhe viu negados grandes projectos com um enorme interesse nacional por decisões políticas do governo da altura ( Ex: Projecto de Sines,Aquisição do BPA) 
Com as convulsões políticas Nacionais em 1975, o sr. AC viu todas as suas empresas nacionalizadas (11 de Março), todo o seu património pessoal foi congelado, não podendo usufruir dele durante mais de 10 anos.
Num processo que se iniciou em 1992, o sr. AC adquiriu empresas que foram colocadas à venda pelo Estado, ao preço de mercado, não tendo obtido qualquer vantagem de acesso ou de crédito, inclusivamente nas empresas que já tinham sido suas, e que foram nacionalizadas sem indemnização.
Inclusivamente, no negócio que ditou o fim do referido grupo empresarial, o Estado Português vetou o primeiro acordo entre o Empresário Português e o Grupo Espanhol Santander, em que estes ficavam com 40% do grupo Português (ou seja o centro de decisão mantinha-se em Portugal) em troca de uma percentagem no Grupo Espanhol. Acordo esse, que a meu ver, era muito mais vantajoso tanto para o accionista AC, como para o interesse estratégico do País.
Entre outras coisas, o sr. AC foi impedido pelo Estado Português de urbanizar uma área de 300 hectares encostados ao mar ( com projecto aprovado e licenças pagas na Câmara Municipal de Cascais) , através de um decreto de lei manifestamente Inconstitucional. É fazer as contas, mas a valores de mercado, estamos a falar em algo aproximado à dotação da Fundação que o Sr. AC mandou criar.

Com isto, Rodrigo Moita Deus, concordo com o seu elogio à criação de riqueza por parte do Sr. AC, mas não posso de todo concordar com um eventual favorecimento do Estado Português à sua  actividade profissional, pelas razões acima expostas.

Atentamente,
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De Rodrigo Moita de Deus a 21.03.2012 às 12:39

Caro Luís,
Provavelmente não fica claro mas não estava a discutir a proteção do Estado. Discutia simplesmente "a capacidade de gerar riqueza" para o país. Quanto ao resto não consigo julgar os efeitos da lei do condicionamento industrial em duas ou três linhas.
Cordialmente,
RMD

 

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