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Revólveres ao nascer do sol

por Francisco Mendes da Silva, em 04.04.12

Caro Filipe,

 

Eu escrevi um post com a minha versão de acontecimentos em que participei, depois de ter lido graves distorções da realidade. Se leres bem o texto, não formulo nenhuma opinião divergente da tua quanto ao essencial dos valores que o CDS deve defender. Não é por ter escrito o que escrevi que deixei de considerar, como tu, que o CDS deve ser um partido alinhado com a generalidade dos princípios tradicionais pró-vida e pró-família. O que nos distingue são, apenas, duas questões muito concretas:

 

1) Eu acho que, à semelhança dos grandes partidos da direita democrática, o CDS deve aceitar com naturalidade a militância de pessoas que façam dos princípios do partido uma interpretação diferente da maioritária e óbvia, que possa culminar circunstancialmente na defesa de políticas concretas de sentido divergente do habitual (repara: não estou a falar de militantes do Bloco equivocados, mas sim de pessoas que pensam geralmente como pensa tipicamente o CDS, mas nem sempre). Julgo que só pode ser assim numa sociedade aberta. Julgo também que, consequentemente, todos os militantes devem ter o direito de exercer cargos públicos eleitos em nome do CDS (desde logo os legislativos). Não é possível identificar um núcleo duro de posições que definam um militante puro do CDS e restringir o acesso aos cargos aos que daquelas façam uma observância estrita. Qual é que é mais impuro? O militante que defende o casamento civil entre duas pessoas do mesmo sexo ou o que defende um aumento de impostos?

Pelo contrário, tu fizeste uma proposta que, na prática, encerraria à partida a possibilidade de qualquer debate e impediria muitos militantes de exercerem todos os seus direitos.

 

2) Eu acho que a questão da matriz pró-vida e pró-família do CDS não existe. Ela é um dado incontornável. Tu e os teus companheiros de proposta é que criaram um artifício para passarem a ilusão de que ela tinha sido afastada ou que estava em perigo. Foi só uma jogada de política, para irem tentando conquistar território. Não avançaram muito, para me ficar pelo eufemismo.

 

Portanto, parece-me que no essencial nada nos separa e o acessório em que divergimos não só não tem matéria suficientemente digna para o debate que propões como, em boa verdade, parte de uma politiquice artificial que não quero alimentar. A vida política portuguesa já tem demasiada gente a entreter-se com efabulações e temas vazios. Aliás, se pensares bem, há na espécie de duelo que solicitas um travo ligeiramente infantil, que não faz o melhor dos serviços à imagem do CDS e da política. Nem se percebe bem o que é que tu queres discutir. 

 

O que não quer dizer que não possamos, como sempre, beber um copo e falar do assunto, porque o cavalheirismo já não se faz necessariamente com revólveres ao nascer do sol.

 

Um abraço amigo.

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comentários

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De Flipe ô Flip the Kangaroo a 04.04.2012 às 01:25

O CDS já anda como os gangues da margem sud
e com revólveres?
atão compraram os submarinos e os leopard II pra quê?
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De há assis tantos? a 04.04.2012 às 01:42

Eu acho que, à semelhança dos grandes partidos da direita democrática...à semelhança dos grandes implica haver pelo menos dois...ora se um é o PSD (e o outro nã é o CDS porque nem é grande e tem de estar à semelhança dos outros) bolas o PS é de direita né?

ê bem me parecia
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De C.D.S o partei dos taxis und turns? a 04.04.2012 às 02:20

wtorek, 3 kwietnia 2012

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A NOITE DAS LONGAS ROSAS - NO EXTREMO EGOÍSMO NASCEM AS FALÁCIAS HISTÉRICAS QUE SE FAZEM CÉSARES

É NO EXTREMISMO DE QUERER DEIXAR À HISTÉRICA HISTÓRICA O NOME

QUE SE DESPEDAÇARAM NAÇÕES NA VÃ GLÓRIA DE FIGURAR NA LISTA EXÍGUA

QUE TEM UMA ESCASSA PERENIDADE NAS PEDRAS EROSIONADAS E NOS PAPIROS

A HISTÓRIA É UMA KOISA PEQUERRUCHINHA

FEITA POR COISAS PEQUENINAS

É ESPÚRIO QUERER SER O NABUCO BOCHECHUDO DE UM PAÍS MÍTICO

POIS PUTOCALE ALÉ ALÉ COMO A ATLÂNTIDA FIGURARÁ NAS TERRAS MÍTICAS

DO MILÉNIO TAL...DO INCONTINENTE CONTINENTE

A HISTÓRIA É DEMASIADO PEQUENINA PARA TER NOMES GRANDES

FIGURÕES QUE NÃO INTERFEREM CHAMAM-SE INTERFERÕES?
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De gostei muyto do 1) e mais do 2) a 04.04.2012 às 02:22


mas o 3) então foi sublime....
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De se não se faz com revólveres... a 04.04.2012 às 02:24

ao menos umas bengaladas...

ou uns corninhos ao estylo do bernardino...

agente curte bué..
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De tric a 04.04.2012 às 03:49

"Aliás, se pensares bem, há na espécie de duelo que solicitas um travo ligeiramente infantil, que não faz o melhor dos serviços à imagem do CDS e da política. Nem se percebe bem o que é que tu queres discutir."
.
Nazis...os maçons-jacobinos-CãoCios , no CDS, até já se dão ao luxo de chamar Nazis, com uma impunidade impressionante naquele partido, a quem lhes fizer frente...que Canideos! 
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De Gonçalo Moita a 04.04.2012 às 11:54

Francisco Mendes da Silva,


Tem sido relativamente fácil para quem tenha acompanhado as variadas publicações sobre esta matéria que não há ninguém a defender o afastamento de pessoas que, no CDS, pensem de modo diferente da sua linha tradicional. 
Ninguém defendeu a saída de qualquer militante ou a demissão e qualquer deputado.
Será fácil, também, para quem acompanhe os seus textos, retirar as ilações devidas relativamente ao seu silêncio perante o pedido que lhe enderecei no post anterior. É uma opção sua, que lamento e que ficará devidamente registada à vista de todos. E com um significado claro.


Gonçalo Moita
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De Luis Guedes a 04.04.2012 às 13:29

Senhor Mendes Silva

Diga lá então quais as afirmações do Sr. Gonçalo Moita que revelam que falava com superiordiade moral em relação aos reles relativistas.
Essa mania de ofender as pessoas e depois refugiar-se no silêncio é feia.
Ou o Moita fez mesmos tais afirmações e tem razão ou não fez e deve-lhe um pedido de desculpa. Como leitor deste blog incomoda-me ver o Gonçalo Moita por duas vezes a interpela-lo e ficar sem resposta.
Será que não é digno do seu esclarecimento ?
Conhece o significado de soberba ?

Seja homenzinho.

Luis Guedes
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De Fernando Ventura a 04.04.2012 às 21:51

Tenho seguido com interesse a discussão e concordo com o comentario anterior. A ausência de resposta ao Gonçalo Moita deixa-o, de facto, numa posição delicada. 
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De C. a 04.04.2012 às 22:32

O senhor aqui é pela Vida e pela Família mas no post anterior era pela tolerância! DEFINAM-SE!
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De leonel a 05.04.2012 às 12:17

O CDS é que já não leva o meu voto. Venham os comunistas - pelo menos, têm a qualidade de não serem oportunistas. Se as matérias sociais já não são estruturantes para o CDS, a sua existência enquanto partido distinto do PSD e do PS deixa de ser válida. Extinga-se e funda-se com o PSD (ou PS).
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De José Tomaz de Mello Breyner a 06.04.2012 às 12:08

Ainda não vi a resposta ao Gonçalo Moita.

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